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Guterres foi o mais aplaudido em debate da ONU

Guterres foi o mais aplaudido em debate da ONU

António Guterres teve mais uma prova de fogo na corrida a secretário-geral da ONU. Os candidatos tiveram de responder a perguntas de jornalistas, embaixadores e cidadãos. Guterres foi o candidato mais aplaudido na primeira ronda do debate. Entre os assuntos discutidos estiveram liderança, violações de direitos humanos, gestão da ONU e prevenção dos conflitos internacionais.

Guterres disse que "com a mudança climática e o aumento da população, o mundo está a ficar mais pequeno e os recursos mais escassos" e que é preciso enfrentar esses desafios, disse o candidato.

Na sua declaração inicial no debate, Guterres disse que o próximo secretário-geral da ONU tem de ser "sólido" um "símbolo de unidade" e que "precisa saber combater, e derrotar, o populismo político, o racismo e a xenofobia."

"E esses são valores que defendi toda a minha vida", concluiu.

Em resposta à primeira ronda de perguntas, que se centraram no tipo de liderança que os candidatos pretendem ter, Guterres teve os dois primeiros aplausos espontâneos da noite.

O primeiro foi quando elogiou o atual secretário-geral, Ban Ki-moon, ao dizer que não o pretendia criticar e que o sul-coreano tinha feito "um trabalho fantástico" ao longo dos seus mandatos.

"Precisamos traduzir as muitas iniciativas que temos e atividades que desenvolvemos para uma linguagem que as pessoas de todo o mundo percebam", disse ainda, em resposta a uma pergunta sobre como vai comunicar o trabalho da ONU.

"Mas uma liderança não é apenas uma questão de comunicação. É sobre substância", acrescentou.

Os 10 candidatos presentes no debate desta noite foram divididos em dois grupos.

Guterres faz parte do primeiro grupo, no qual participam ainda Vesna Pusic, da Cróacia, Susana Malcorra, da Argentina, Vuk Jeremic, da Sérvia, e Natalia Gherman, da Moldávia.

No segundo grupo, participam Helen Clark, da Nova Zelândia, Danilo Turk, da Eslovénia, Christiana Figueres, da Costa Rica, Igor Luksic, de Montenegro, e Irina Bokova, da Bulgária.

Com Lusa

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