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Mais de 47 mil afetados pela seca beneficiam de assistência alimentar em Moçambique

Mais de 47 mil pessoas afetadas pela seca em Moçambique beneficiaram entre 21 de junho e 10 de julho de 518 toneladas de alimentos, anunciou o Governo moçambicano, citado hoje pela imprensa local.

© Eldson Chagara / Reuters

"Ao longo deste período de seca, temos distribuído alimentos regularmente à população afetada", afirmou o porta-voz do Conselho de Ministros, Mouzinho Saíde, momentos após mais uma sessão do órgão em Maputo.

A seca que afeta as províncias do centro e sul de Moçambique comprometeu grande parte do primeiro período da época agrícola de 2016 e, de acordo com dados oficiais, apenas 10 por cento dos camponeses conseguiram ter resultados satisfatórios.

De acordo com o porta-voz do Conselho de Ministros, 102 fontenários foram reabilitados desde março do presente ano, no âmbito da estratégias que visa fazer face à seca que colocou cerca de 1,5 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar em Moçambique.

Para responder com eficácia às necessidades da população em tempos de calamidade, o INGC está à procura de meios para a construção de infraestruturas mais resistentes e capazes de disponibilizar atempadamente informações para a rápida assistência das pessoas, num plano orçado em cerca de 400 milhões de dólares (355 milhões de euros) por ano.

A situação das pessoas afetadas pela seca em Moçambique levou o Governo a decretar em abril "alerta vermelho" para dinamizar as ações de assistência às populações.

Moçambique é sazonalmente atingido por cheias, fenómeno justificado pela sua localização geográfica, a jusante da maioria das bacias hidrográficas da África Austral, mas o sul do país é afetado por secas prolongadas e que este ano atingem também as províncias da região centro.

Além de Moçambique, a seca afeta vários países da África Austral, tendo levado o Malaui, a Zâmbia e o Zimbabué a declararem o estado de emergência devido à falta de alimentos.

A estiagem, que dura há mais de um ano, afeta ainda a maior potência da região, a África do Sul, que declarou esta seca como a pior dos últimos cem anos.

Lusa

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