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Morreu o antigo "chefe de todos os chefes" da máfia siciliana

Bernardo Provenzano, o antigo chefe supremo da Cosa Nostra, a máfia siciliana, morreu hoje aos 83 anos na prisão, anunciaram os media italianos. Era conhecido como o capo di tutti i capi ("chefe de todos os chefes")

© Ho New / Reuters

O antigo chefe criminoso encontrava-se no hospital de San Paolo em Milão a ser tratado a um cancro diagnosticado há vários anos.

Bernardo Provenzano foi detido em 2006 após 30 anos de clandestinidade e de mistérios.

Preso desde então num regime de alta segurança, depois de várias condenações a prisão perpétua, o chefe mafioso foi hospitalizado em abril de 2014.

Nascido a 31 de janeiro de 1933 em Corleone (Sicília) - nome que ficou associado à máfia devido ao romance e aos filmes de "O Padrinho" -, Provenzano foi subindo gradualmente na hierarquia da máfia antes de chegar à Cúpula, o mais alto órgão de decisão do "polvo".

Alegadamente cometeu o seu primeiro assassínio aos 25 anos, quando matou um chefe rival, e era alcunhado de "o trator" devido ao modo como ceifava as suas vítimas.

Mais tarde ganhou uma segunda alcunha, "o contabilista", devido à sua mestria das finanças do seu império do crime.

Provenzano, que entrou na clandestinidade no início dos anos 1970, participou nas decisões mais importantes da Cúpula, enquanto "braço direito" de Toto Riina, o chefe histórico da máfia, detido em 1993, e que substituiu então.

Riina e Provenzano são ambos do clã Corleone, que dirigiu a máfia com "mão de ferro" durante mais de duas décadas.

Lusa

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