sicnot

Perfil

Mundo

Merkel pede que golpistas sejam tratados segundo Estado de direito

A chanceler alemã Angela Merkel condenou hoje a tentativa falhada de golpe de Estado contra o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, mas pediu-lhe que trate os golpistas respeitando as regras do "Estado de direito".

© Stefanie Loos / Reuters

"Em nome de todo o governo, condeno com a maior severidade" a tentativa de derrubar "com violência" o governo eleito da Turquia, indicou a chanceler numa intervenção em Berlin.

Acrescentou que o tratamento dos "responsáveis pelos acontecimentos trágicos podem e não deverão ser tratados senão nos termos das regras do Estado de direito".

"Qualquer mudança política deve produzir-se pela via democrática, não com tanques na rua", afirmou Merkel após regressar da cimeira Ásia-Europa, que decorreu na Mongólia.

Merkel acrescentou que esta é também a opinião "dos parceiros da UE" que participaram naquele encontro e considerou trágico que tantas pessoas tenham pago com a sua vida a intentona golpista.

"Desejo ao povo turco que, após as horas traumáticas vividas, volte depressa à calma e supere as divisões", disse a chefe do governo alemão.

Merkel exprimiu solidariedade com "todas as forças democráticas, no governo e na oposição", disse que a "Alemanha está do lado dos que defendem a democracia" e recordou que deve respeitar-se a vontade do povo, expressa através do voto.

Recordou os vínculos especiais que unem o seu país à Turquia, tanto pela sua condição de parceiros na NATO como pelo facto de viverem na Alemanha "milhões de concidadãos com raízes turcas", mais concretamente 3,5 milhões, a maior comunidade de origem estrangeira no país.

Lusa

  • Fuga de Vale de Judeus em junho de 1975 no Perdidos e Achados
    0:36

    Perdidos e Achados

    Prisão Vale de Judeus, final de tarde de domingo, dia 29 de junho de 1975. O plano da fuga terá sido desenhado por uma vintena de homens. Serrada a presiana metálica era preciso passar, para fora do edifício, as cabeceiras dos beliches onde os presos dormiam. Ao longo de cerca de uma hora 89 detidos, agentes da PIDE/DGS, a Polícia Internacional e de Defesa do Estado português extinta depois da revolução de 1974, fogem do estabelecimento prisional.

    Segunda-feira no Jornal da Noite