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Polícia detém 10 magistrados da cúpula judicial turca

A polícia turca prendeu hoje 10 juízes do Danistay, um dos órgãos supremos da Judicatura da Turquia e a autoridade máxima para contenciosos administrativos, indicou a agência noticiosa pró-governamental Anadolu.

© Murad Sezer / Reuters

A polícia anda à procura de 38 outros magistrados do Danistay, acrescentou, por seu lado, a cadeia privada de televisão NTV, no quadro de um mandado de captura emanado das autoridades presidenciais contra 140 juízes do Supremo Tribunal, também conhecido por Yargitay.

Em declarações à NTV, o presidente do Yargitay, Ismail Rustu Çirit, prometeu "castigar todos os traidores".

A medida ocorre horas após as autoridades turcas terem abortado uma tentativa de golpe de Estado e depois de a Junta Superior de Juízes e Fiscais ter destituído 2.745 magistrados.

Ao mesmo tempo, a Junta, presidida pelo ministro da Justiça turco, Bekir Bozdag, destituiu cinco dos seus 22 membros.

Por seu lado, a edição "online" do diário Hurriyet indicou que os juízes foram "aparentemente destituídos " por terem sido considerados suspeitos de ligações a Fehtullah Gulen, exilado nos Estados Unidos e considerado "inimigo" do partido islamita no poder na Turquia, o AKP, que é também "suspeito" de ser o "líder" da sublevação.

O presidente turco, Recep Erdogan, e o Governo afirmaram que os chamados "gulenistas" estão por trás da tentativa de golpe de Estado iniciada sexta-feira à noite e abortada ao longo da madrugada.

A violenta intentona causou entre 181 e 265 mortos, segundo diferentes fontes, bem como cerca de 1.440 feridos, tendo sido detidos 2.839 militares suspeitos de envolvimento na tentativa de golpe de Estado.

Lusa

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