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Obama diz que homicídio de três polícias no Louisiana é "ato de cobardes"

O Presidente norte-americano, Barack Obama, condenou hoje o homicídio de três polícias em Baton Rouge, no estado norte-americano do Louisiana, que classificou como "um ato de cobardes".

© Yuri Gripas / Reuters

"Pela segunda vez em duas semanas, agentes da polícia, que todos os dias arriscam as suas vidas, estavam a fazer o seu trabalho quando foram mortos num ataque cobarde e condenável", disse Obama, numa declaração.

"Trata-se de ataques a funcionários da causa pública, ao Estado de Direito e à sociedade civilizada, e têm de parar", afirmou o Presidente dos Estados Unidos.

Num outro tiroteio em Dallas, no início do mês, cinco polícias foram mortos durante uma manifestação desencadeada pelo homicídio de dois afro-americanos pelas forças policiais e cujas mortes foram gravadas em vídeo e amplamente divulgadas nas redes sociais.

Obama disse ter oferecido o seu "total apoio" e dos governos federais às autoridades de Baton Rouge e ao estado de Louisiana.

"Não tenham dúvidas - será feita justiça", acrescentou.

"Podemos ainda não saber os motivos deste ataque, mas eu quero ser claro: não há justificação para a violência contra os agentes da lei. Nenhuma. Estes ataques são o trabalho de cobardes que não representam ninguém. Eles não corrigem quaisquer erros. Eles não defendem quaisquer causas", considerou Barack Obama.

O primeiro Presidente afro-americano nos Estados Unidos, Obama tem feito repetidos apelos à união racial.

Três polícias morreram e vários outros ficaram feridos num tiroteio hoje em Baton Rouge, onde a recente morte de um homem negro provocou uma vaga de indignação, informou a polícia.

Um dos atiradores morreu e dois outros "poderão estar em fuga", acrescentou um comunicado do gabinete do xerife local.

Ainda não são conhecidas as circunstâncias exatas do tiroteio, mas as forças de segurança terão intervindo após os primeiros disparos.

"Parece que eles (os agentes) responderam a um tiroteio", explicou Casey Rayborn Hicks, porta-voz do xerife, ao canal de televisão local WAFB9.

Vários agentes, da polícia de Baton Rouge e dependentes do xerife, ficaram feridos e foram transportados para o hospital local, precisou o comunicado.

O tiroteio acontece depois de vários dias de tensão na cidade devido à morte de um homem negro às mãos da polícia, o que gerou protestos em todo o país, incluindo Dallas, no Texas, onde cinco polícias foram assassinados.

Alton Sterling, de 37 anos, morreu em Baton Rouge, abatido pela polícia depois de uma denúncia que alertava para um homem negro que empunhava uma arma e fazia ameaças enquanto vendia CD de música na rua.

Um dia depois Philando Castile, também negro, foi morto pela polícia em Falcon Heights, no Estado de Minnesota.

As mortes, ambas filmadas, provocaram protestos populares e a denúncia de violência policial contra afro-americanos e outras minorias.

A ONU pediu, na sequência destes acontecimentos, que os Estados Unidos investigassem as mortes de cidadãos negros às mãos da polícia.

Estas mortes levaram a manifestações de milhares de pessoas em cidades como Nova Iorque, Los Angeles e Chicago, para protestar contra a violência policial sobre negros.

Em Dallas, no Texas, cinco polícias foram mortos em serviço, quando protegiam os manifestantes, a 07 de julho, naquele que foi o incidente mais grave deste tipo desde o início do ano.

O suspeito, um homem negro de 25 anos, Micah Johnson, disse à polícia que queria matar polícias brancos para vingar os abusos das autoridades.

Contando com as mortes de hoje, 31 polícias morreram este ano em tiroteios nos EUA, segundo a página eletrónica Officer Down Memorial Page, que compila o número de agentes policiais mortos em serviço.

Antes do tiroteio de hoje, a 11 de julho três pessoas morreram num tiroteio num tribunal de Saint Joseph (Michigan), dois dos quais eram polícias do tribunal e um terceiro o autor dos disparos.

Lusa

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