sicnot

Perfil

Mundo

Arábia Saudita detém adido militar turco suspeito de ligação ao golpe

As autoridades da Arábia Saudita detiveram o adido militar da Turquia no Kuwait, por suspeita de envolvimento no golpe de Estado falhado de sexta-feira passada contra o Presidente turco, informaram hoje os media locais.

© Baz Ratner / Reuters

O adido, identificado como Mikail Gullu, foi detido num aeroporto na cidade oriental de Dammam, na Arábia Saudita, quando tentava entrar num voo para a Alemanha, segundo as mesmas fontes.

"As autoridades sauditas detiveram o adido militar da embaixada da Turquia no Kuwait", informou o diário Asharq Al-Awsat, que cita uma fonte diplomática estrangeira.

Segundo o jornal, o suspeito foi detido "com base num pedido da Turquia durante a sua tentativa de fuga devido a prováveis ligações ao golpe na Turquia".

O canal de televisão saudita Al-Arabiya confirmou a notícia, citando "fontes sauditas", e acrescentou que Gullu se dirigia para Dusseldorf, na Alemanha, via Amesterdão.

O diário Al-Qabas, do Kuwait, acrescentou que Gullu fugiu do Kuwait para a Arábia Saudita por terra.

O embaixador turco no Kuwait, Salih Morat Tamer, disse ao Al-Qabas que Gullu é suspeito de envolvimento na intentona, mas sublinhou que as acusações ainda têm de ser investigadas quando o detido "for entregue à Turquia".

A Turquia foi alvo de uma tentativa de golpe de Estado na sexta-feira à noite, que oficialmente fez pelo menos 290 mortos, entre os quais mais de 100 golpistas.

O presidente turco, Recep Tayyp Erdogan, pôs em marcha uma "grande limpeza" nas forças armadas e na justiça, que já resultou em mais de 6.000 militares detidos, entre os quais 103 generais e almirantes.

Quase 3.000 mandados de detenção foram emitidos contra juízes e procuradores desde a tentativa de golpe e a direção geral de Segurança da Turquia anunciou também hoje que já suspendeu 7.850 agentes por suspeita de ligação ao golpe falhado.


Lusa

  • Erdogan acusa mentores do golpe de serem seguidores de Fethullah Gülen
    1:57

    Mundo

    O golpe de Estado falhado na Turquia foi organizado por um grupo autodenominado "Movimento para a Paz na Nação". Defende mais respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades. É inspirado pelo clérigo Fethullah Gülen exilado nos Estados Unidos e acusado de traição. As organizações próximas a Gülen já negaram qualquer ligação ao golpe, mas o Presidente Erdogan atribui-lhes a culpa.

  • A cronologia de um golpe de Estado falhado
    3:14

    Mundo

    A tentativa de golpe de Estado na Turquia começou por volta das oito e meia da noite, hora de lisboa. As forças fiéis ao Presidente turco conseguiram controlar os revoltosos ao fim de duas horas, e depois de violentos confrontos. Num gesto invulgar, a população veio para as ruas para tentar conter o golpe de Estado.

  • Mais de 250 mortos na tentativa de golpe na Turquia
    2:29

    Mundo

    O governo turco quer vingança e pondera a reintrodução da pena de morte para executar os responsáveis pela tentativa de golpe de Estado. O dia ficou marcado pela detenção de milhares de militares, em todo o país. Mas o regime turco está também a levar a cabo uma purga no sistema judiciário. Os confrontos mataram mais de 250 pessoas, incluindo pelo menos 150 civis.

  • Partido Podemos com votação inédita em Espanha
    1:32

    Mundo

    Há uma votação inédita em Espanha. O Podemos começou esta terça-feira a decidir a continuidade do líder do partido, depois de Pablo Iglesias e a companheira terem comprado uma casa de 600 mil euros.

  • Rui Rio alerta que violações do segredo de justiça ameaçam democracia
    2:16

    País

    Rui Rio diz que não pede demissões "a cada esquina" e prefere aguardar pelas respostas do ministro Adjunto Siza Vieira, sobre o alegado conflito de interesses com os acionistas chineses da EDP. O líder do PSD esteve esta terça-feira reunido com a direção nacional da Polícia Judiciária, onde defendeu que a violação do segredo de justiça é insustentável e ameaça o regime democrático.

  • Reclusos limpam Ria Formosa
    3:01

    País

    Alguns reclusos do estabelecimento prisional de Olhão estão pela segunda vez a limpar a ilha da Armona, na Ria Formosa. São homens que beneficiam de regime aberto e, em fim de cumprimento de pena, têm com este trabalho uma amostra da liberdade que tanto aguardam.

  • A maior obra de reconversão urbana em Portugal 20 anos depois
    3:47