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Autoridades turcas já detiveram 103 generais e almirantes

As forças de segurança turcas já detiveram 103 generais e almirantes desde o golpe de Estado falhado de sexta-feira e prossegue a "grande limpeza" que o Presidente Recep Tayyp Erdogan pôs em marcha.

© Kenan Gurbuz / Reuters

O Presidente turco já admitiu reintroduzir a pena de morte para punir os golpistas, enquanto os países aliados da Turquia têm alertado o chefe de Estado contra o uso excessivo de força e apelado ao respeito do Estado de direito.

No total, cerca de 6.000 militares já estão sob custódia policial, acusados de participar no golpe e de apoiar ou pertencer à rede de Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos e que o Governo turco acusa de estar por detrás da intentona militar.

Os 103 generais e almirantes foram detidos em rusgas por todo o país, informaram os media oficiais, segundo os quais os militares estão agora a ser presentes a tribunal, onde será decidido se ficam em prisão preventiva.

Quase 3.000 mandados de detenção foram emitidos contra juízes e procuradores desde a tentativa de golpe, que oficialmente fez pelo menos 290 mortos, entre os quais mais de 100 golpistas.

A direção geral de Segurança da Turquia anunciou também hoje que já suspendeu 7.850 agentes por suspeita de ligação ao golpe falhado, segundo a edição eletrónica do diário Hürriyet.

Unidades da polícia antiterrorista de Istambul estiveram hoje na academia da força aérea da metrópole, em busca de partidários do golpe, anunciou a agência Anadolu, citada pela AFP.

O general Mehmet Disli, que conduziu a operação que resultou na captura do chefe do Estado Maior do Exército, Hulusi Akar, durante a tentativa de golpe de Estado, foi também detido, informaram responsáveis turcos.

Um total de 36 generais foi detido até ao momento e a agência Dogan informou que 10 deles foram colocados em prisão preventiva pela justiça.

Erdogan apelou aos cidadãos que se mantenham nas ruas, mesmo depois de derrotados os golpistas, naquilo que as autoridades descrevem como uma "vigília" pela democracia.

Novas manifestações de apoio ao presidente ocorreram por todo o país no domingo à noite, segundo a AFP.

Milhares de apoiantes de Erdogan, empunhando bandeiras da Turquia, encheram a praça de Kizilay, em Ancara, e a praça Taksim, em Istambul.

A agência Anadolu informa que 1.800 agentes das forças especiais de elite da polícia foram enviadas de outras províncias para garantir a segurança em Istambul.

O diretor de segurança de Istambul, Mustafa Caliskan, ordenou aos seus agentes que derrubem qualquer helicóptero não autorizado que sobrevoe a cidade.

Segundo a agência Anadolu, Erdogan deu ordem a aviões de combate F-16 para que patrullhem o espaço aéreo de todo o país, especialmente em torno de Istambul.

Onze militares suspeitos de envolvimento no golpe foram detidos domingo no aeroporto de Sabiha Gokcen, em Istambul e registaram-se confrontos entre golpistas e forças de segurança numa base aérea da cidade central de Konya.

Lusa

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