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Primeiro-ministro tunisino pede voto de confiança ao parlamento

O chefe do governo tunisino, Habib Essid, sob pressão há várias semanas, pediu hoje oficialmente um voto de confiança ao parlamento sobre o seu gabinete, referiram fontes concordantes citadas pela agência France-Presse.

A decisão de Essid está a ser interpretada como uma resposta às divergências que se prolongam desde 02 de junho, quando o Presidente Béji Caïd Essebsi sugeriu a formação de um executivo de união nacional face às críticas contra o governo, acusado de ineficácia.

Apesar de a transição na Tunísia ser considerada um dos poucos sucessos no rescaldo das revoltas árabes de 2011, a sua economia está em crise e o país foi atingido desde 2015 por diversos e sangrentos atentados 'jihadistas'.

"O pedido foi entregue", indicou à France-Presse uma fonte governamental que recusou identificar-se.

O requerimento deve ser agora examinado pelo gabinete da Assembleia de representantes do povo (ARP, parlamento), e o voto deverá ocorrer na próxima semana, confirmou fonte parlamentar.

Na semana passada, e na ausência de Essid, foi assinado no palácio presidencial um documento designado "Acordo de Cartago", destinado a permitir a formação de um governo de união.

O texto, assinado após mais de um mês de conversações entre diversas formações políticas e ainda pela confederação patronal Utica e a central sindical UGTT, constitui um sombrio retrato do país, nas frentes económicas, sociais e securitárias.

Lusa

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