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Ex-Presidente das Filipinas libertada após cinco anos detida

A ex-Presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, saiu hoje do hospital prisional em Manila onde passou cinco anos, dois dias depois de o Tribunal Supremo ter considerado o seu julgamento improcedente.

© Romeo Ranoco / Reuters

A política, de 69 anos, saiu esta manhã do Veterans Memorial Medical Center sem prestar declarações a dezenas de jornalistas e público que esperavam à saída.

Presidente das Filipinas entre 2001 e 2010, Arroyo enfrentava uma acusação de desvio de 366 milhões de pesos (sete milhões de euros) dos cofres da tesouraria estatal, pelo que passou cinco anos num hospital prisional.

O Tribunal considerou a acusação improcedente por falta de provas na terça-feira.

A defesa de Gloria Macapagal Arroyo considerou que o processo ficou marcado por "tentativas desonestas de perseguição política".

Por outro lado, vários juristas da acusação mostraram-se surpreendidos pela decisão do Tribunal Supremo, que alguns consideraram como precipitada.

"Podemos apresentar provas firmes em mais de 630 documentos e testemunhos de muitas pessoas", disse na quarta-feira a representante do Ministério Público, Conchita Carpio-Morales, que não descartou a possibilidade de a ex-Presidente voltar a ser presa.

Em 2011, foi detida por presumível fraude nas eleições legislativas de 2007, uma acusação punível com a prisão perpétua.

Pouco tempo antes de ser presa, entrou com problemas de saúde no Veterans Memorial Medical Center.

Apesar de ter sido libertada em julho de 2012, voltou a ser detida três meses depois, com as acusações que agora o Tribunal rejeitou.

A ex-chefe de Estado é acusada também de tráfico de influências em relação a um contrato público no valor de aproximadamente 299 milhões de euros com a empresa de telecomunicações chinesa ZTE, para instalação de uma rede nacional de internet de alta velocidade.

Lusa

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