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Grécia altera lei eleitoral e antecipa para os 17 anos a idade de votar

© Paul Hanna / Reuters

O Parlamento grego aprovou hoje uma alteração à lei eleitoral, que antecipa para os 17 anos a idade legal mínima para votar, e outra que, a prazo, irá eliminar o bónus de 50 assentos parlamentares para o partido vencedor.

Enquanto a antecipação da idade que confere capacidade eleitoral terá efeito já nas próximas eleições, o bónus de assentos parlamentares para o partido vencedor será apenas eliminado dentro de duas eleições a partir de agora.

Este adiamento resulta do fracasso do Syriza conseguir na quinta-feira os dois terços necessários no Parlamento para introduzir esta alteração específica. A antecipação da idade para votar requeria uma maioria simples e é introduzida de imediato.

Um total de 179 deputados votaram a favor das alterações, 89 votaram contra e 16 abstiveram-se.

Os críticos da lei consideram que a eliminação do bónus de 50 assentos parlamentares para o partido vencedor tornará ainda mais difícil a um partido sozinho conseguir uma maioria abrangente e provocará mais instabilidade política.

Mesmo com o sistema de bónus vigente, foram necessárias eleições sucessivas em 2012 antes que a Grécia pudesse ter Governo, afundando ainda mais durante meses um país já em crise económica profunda.

Alexis Tsipras levou o Syriza à vitória em setembro último e as próximas eleições legislativas estão previstas para 2019.

A introdução do sistema de representação proporcional é uma das bandeiras antigas do Syriza e o compromisso de Tsipras é agora concretizado, apesar de o seu Governo assentar numa maioria frágil de três assentos e muitos vaticinarem que não irá conseguir levar o seu mandato de quatro anos até ao fim.

A popularidade de Tsipras tem sido bastante afetada desde que foi obrigado a assinar no ano passado um acordo de resgate financeiro com a União Europeia que permitiu à Grécia manter-se na moeda única.

Atualmente, Alexis Tsipras aparece nas intenções de voto consistentemente atrás de Kyriakos Mitsotakis, líder do partido conservador da Nova Democracia.

Lusa