sicnot

Perfil

Mundo

Polícia tailandesa interroga mulher de jornalista acusado de difamar família real

Príncipe Maha Vajiralongkorn

© Athit Perawongmetha / Reuters

A polícia tailandesa interrogou hoje a mulher de um jornalista britânico, após a divulgação na quinta-feira nas redes sociais de fotos do príncipe Maha Vajiralongkorn, publicadas pelo jornal alemão Bild.

A Tailândia pune severamente qualquer difamação da monarquia.

A tailandesa Noppawan Bunluesilp, de 39 anos, é mulher de Andrew MacGregor Marshall, jornalista bastante crítico da monarquia e que não vive no país.

Na quinta-feira, o jornalista publicou nas redes sociais 'links' para um artigo do jornal alemão Bild.

"O culpado é Andrew MacGregor Marshall, que viola há anos as leis de lesa-majestade", disse hoje Thitirat Nongharnpitak, chefe do departamento central de investigação da Tailândia, afirmando que as fotos tinham sido "traficadas".

Segundo a polícia tailandesa, a mulher do jornalista foi interrogada para apurar se ela teria alguma ligação à publicação das fotos.

Na manhã de hoje, a página de Internet do Bild estava inacessível a partir da Tailândia. No seu domínio, o Ministério de Informação publicou a seguinte mensagem: "Esta página foi bloqueada pelo ministério por causa do seu conteúdo inapropriado".

O jornalista disse que a mulher não estava implicada nas suas atividades jornalísticas: "Não há razão nenhuma para prender uma mulher inocente simplesmente porque ela é minha mulher", afirmou na sua página de Facebook.

A família real tailandesa é protegida por uma das leis de lesa-majestade mais severas do mundo. Desde a chegada da junta militar ao poder, em maio de 2014, multiplicaram-se as acusações e condenações por lesa-majestade.

Em agosto de 2015, um homem foi condenado a 30 anos de prisão e uma mulher a 28 anos de prisão, depois de terem publicado no Facebook várias mensagens a insultar a família real.

Lusa

  • "Quem faz isto sabe estudar os dias e o vento para arder o máximo possível"
    4:15
  • O balanço trágico dos incêndios do fim de semana
    0:51

    País

    Mais de 500 mil hectares de área ardida, 42 vítimas mortais, 71 de feridos, dezenas de casas e empresas destruídas. É este o balanço de mais um fim de semana trágico para Portugal a nível de incêndios florestais.

  • 2017: o ano em que mais território português ardeu
    1:41

    País

    Desde janeiro, houve mais área ardida do que em qualquer outro ano na história registada de incêndios florestais. Segundo dados provisórios do Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais, mais de 519 mil hectares foram consumidos pelas chamas até 17 de outubro, o que representa quase 6% de toda a área de Portugal. 

  • "Viverei com o peso na consciência até ao último dia"
    3:00
  • O que resta de Tondela depois dos incêndios
    1:07

    País

    O concelho de Tondela é agora um mar de cinzas, imagens recolhidas pela SIC com um drone mostram bem a dimensão do que foi destruído pelos incêndios. Perto 100 habitações principais ou secundárias, barracões, oficinas e stands arderam. 

  • Moradores reuniram esforços para salvar idosos das chamas em Pardieiros
    2:50

    País

    O incêndio de domingo em Nelas fez uma vítima mortal: um homem de 50 anos, de Caldas da Felgueira, que regressava de uma aldeia vizinha, onde tinha ido ajudar a combater as chamas. Em Pardieiros, no concelho de Carregal do Sal, várias casas arderam e uma jovem sofreu queimaduras ao fugir do incêndio. Durante o incêndio, pessoas reuniram esforços para salvar a povoação.

  • Cinco unidades fabris em Tondela destruídas pelas chamas
    3:06

    País

    As contas finais dos prejuízos na zona industrial de Tondela ainda não são definitivas, mas há cinco unidades fabris que foram atingidas pelas chamas. O aterro sanitário do Planalto Beirão foi também atingido pelo fogo que atravessou Tondela, onde ardeu o equivalente a 20 anos de resíduos orgânicos.

  • As lágrimas do primeiro-ministro do Canadá

    Mundo

    O primeiro-ministro da Canadá, Justin Trudeau, emocionou-se esta quarta-feira ao falar de um artista que morreu depois de perder uma luta contra o cancro. Gord Downie, vocalista da banda de rock canadiana "The Tragically Hip", faleceu esta terça-feira, aos 53 anos, vítima de um tumor cerebral.