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Alemanha rejeita "suspeita generalizada" contra refugiados

© Michaela Rehle / Reuters

O ministro do Interior alemão rejeitou hoje toda "suspeita generalizada" em relação aos refugiados depois dos atentados ou agressões dos últimos dias na Alemanha.

"Não devemos colocar os refugiados sob uma suspeita generalizada, mesmo se há processos, em casos isolados" contra alguns deles, declarou Thomas de Maiziere ao grupo de media Funke, em relação aos recentes ataques.

O sírio, de 27 anos, morto na explosão da bomba que transportava, no domingo à noite, perto de um festival de música em Ansbach (sul), tinha requerido asilo, mas o pedido foi rejeitado há um ano. De acordo com as autoridades locais, o objetivo era cometer um atentado suicida

Berlim indicou que o homem estava prestes a ser expulso para a Bulgária.

Há uma semana, outro requerente de asilo, que se apresentou como afegão, feriu vários passageiros de um comboio com um machado e uma faca, em Wurtzburgo (sul), num ataque que afirmou ter cometido em nome do grupo extremista Estado Islâmico (EI).

No domingo, um requerente de asilo sírio de 21 anos matou uma mulher de 45 anos com uma machadada na cabeça, num caso passional, indicou a polícia alemã.

Maiziere lembrou que os 59 processos por suspeita de pertença a organizações terroristas estão atualmente a decorrer na Alemanha e implicam refugiados, apesar de terem chegado "várias centenas de milhares" ao país.

A porta-voz adjunta do governo alemão, Ulrike Demmer, indicou que o risco criminal representado pelos refugiados no país não era proporcionalmente "maior do que no resto da população".

O ministro do Interior defendeu um reforço das verificações dos migrantes que entram no país pelos serviços de segurança, sublinhando os esforços de Berlim para levar o número de migrantes que chegam à Alemanha "a um nível baixo e sustentável".

No ano passado, a Alemanha recebeu o número recorde de um milhão de refugiados, principalmente em fuga da guerra na Síria.

Lusa

  • Sírio que se fez explodir em Ansbach vivia há dois anos na Alemanha
    2:12

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    O bombista suicida sírio que se fez explodir este domingo, à porta de um festival de música na Baviera, vivia há dois anos na Alemanha e há cerca de um ano foi-lhe negado um pedido de asilo no país. Doze pessoas ficaram feridas, três das quais em estado grave. As autoridades estão a investigar as causas do ataque.