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Egito pede ajuda ao FMI devido a crise no turismo e estagnação de receitas

​O Egito solicitou oficialmente a ajuda financeira do Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajudar a recuperar uma economia em dificuldades, anunciou a instituição na terça-feira.

"As autoridades egípcias solicitaram ao FMI que lhes forneça apoio financeiro a acompanhar o programa económico", garantiu o diretor do Departamento do Médio Oriente do FMI, Masood Ahmed, em comunicado.

O montante da ajuda não foi especificado pelo fundo. Alguns meios já avançaram a quantia anual de sete mil milhões de dólares (6,4 mil milhões de euros), durante três anos.

Uma missão do FMI vai deslocar-se ao Cairo, onde vai estar durante duas semanas, a partir de 30 de julho, avançou o comunicado.

No final de 2012, o FMI e o Egito, então dirigido pelo Presidente islamita Mohamed Morsi, concluíram um pré-acordo quanto a um empréstimo de 4,8 mil milhões de dólares, complementado por reformas económicas. Mas as discussões foram interrompidas meses depois, em plena situação de instabilidade política no país, que conduziu à destituição de Morsi pelo exército, em julho de 2013.

O Egito, dirigido desde então pelo marechal Abdel Fattah al-Sissi, reorientou-se então para as monarquias do Golfo para procurar liquidez.

A Arábia Saudita comprometeu-se a contribuir com uma ajuda de cinco mil milhões de dólares, enquanto os Emirados Árabes Unidos e o Koweit disponibilizaram em conjunto sete mil milhões.

Desde há vários meses que a economia egípcia é atingida em pleno pela queda das receitas em divisas estrangeiras, em resultado da diminuição do turismo e da estagnação das receitas do Canal do Suez.

Em meados de março, o banco central desvalorizou a moeda em cerca de 15%.

Lusa

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