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Afegão mutila mulher grávida

© Michalis Karagiannis / Reuter

Um homem mutilou a mulher grávida, no Afeganistão. Este é o mais recente caso de violência no país. No espaço de 24 horas, uma outra mulher, também grávida, morreu às mãos dos familiares do marido.

A mulher não sabe o motivo que levou o seu marido a bater-lhe com um pau, cortar-lhe o cabelo e rapar partes da cabeça. Segundo os familiares, o homem ainda mutilou os genitais da mulher, que estava grávida de seis meses.

A vítima admitiu que a sogra e a cunhada ajudaram o marido a prende-la com uma corda e a bater-lhe "da cabeça aos pés". Acabou por perder o bebé, devido à gravidade dos ferimentos.

Segundo o comandante da polícia de Takhar, sítio onde ocorreu o crime, "o acusado está em fuga". Noor Muhammad Hakimi confirmou também que foi aberto uma investigação a três pessoas, incluindo o marido.

Apesar deste tipo de mutilação ser raro no Afeganistão, os crimes de violência contra as mulheres estão a aumentar. Noutros casos de mutilação, dois maridos cortaram o nariz das mulheres. Muitos afegãos acreditam que a educação é a chave para reduzir a violência contra as mulheres.

No mesmo dia, uma mulher de 20 anos foi morta a tiro por membros da família do seu marido, na província de Faryab. Segundo o dirigente dos Direitos Humanos da cidade, a mulher tinha sido entregue a uma igreja, para proteção.

Sayed Hafizullah Fitra disse que a mulher estava grávida e, que os familiares do marido a acusavam de ter um caso amoroso fora do casamento. Contudo, a vítima foi entregue aos sogros e acabou por ser morta. Segundo as autoridades locais, o sogro está desaparecido. Quanto ao marido, acredita-se que está no Irão.

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    André de Jesus