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Ban Ki-moon avisa que Sudão do Sul está à beira do abismo

© Sergei Karpukhin / Reuters

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, avisou que o Sudão do Sul está à beira do abismo, na sequência da intensificação dos confrontos naquele jovem país e do surgimento de uma vaga de violência sexual.

Perante o Conselho de Segurança das Nações Unidos, Ban Ki-moon afirmou hoje estar "chocado pela escala da violência sexual", numa referência aos relatos de funcionários da organização internacional que indicam a ocorrência de pelo menos 120 casos de violações nas últimas três semanas.

"Neste momento, o Sudão do Sul permanece precariamente equilibrado à beira do abismo", disse o secretário-geral da ONU durante um debate aberto sobre a pacificação do continente africano.

"As promessas de um novo estado de paz, justiça e de oportunidades foram desperdiçadas", acrescentou o representante.

Independente desde 2011 após uma cisão do Sudão, o Sudão do Sul (o mais jovem país do mundo) está dilacerado por uma guerra civil marcada por massacres interétnicos que causou dezenas de milhares de mortos e perto de três milhões de deslocados desde dezembro de 2013.

Este mês, os violentos combates registados na capital sul-sudanesa, Juba, comprometeram seriamente um acordo de paz assinado em agosto de 2015.

Ban Ki-moon apelou à imposição de um embargo de armas e de sanções ao Sudão do Sul, mas o Conselho de Segurança terá ainda de aprovar tais medidas.

Os Estados Unidos divulgaram hoje um projeto de resolução ao Conselho que prevê a prorrogação do mandato da missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, designada UNMISS (na sigla em inglês), até 08 de agosto.

A prorrogação do mandato iria significar mais tempo para discutir, em separado, uma resolução sobre um eventual embargo de armas, sanções e a criação de uma força regional para estabilizar a capital sul-sudanesa, segundo indicaram diplomatas junto das Nações Unidas.

No início de julho, líderes africanos aprovaram um plano que prevê a criação de uma força de proteção regional para o Sudão do Sul e pediram ao Conselho de Segurança da ONU para autorizar um mandato vigoroso para esta futura brigada de intervenção.

"Existe um projeto de resolução em desenvolvimento", disse o embaixador britânico junto da ONU Matthew Rycroft.

Os 13.500 elementos que integram a UNMISS têm sido alvo de críticas por não terem conseguido travar a nova vaga de confrontos, bem como por terem falhado na proteção de civis durante os combates.

Em processo de investigação está a alegada inação de operacionais da UNMISS, missão com base em Juba, que não terão socorrido uma mulher que estava a ser atacada por dois soldados sul-sudaneses perto das instalações da missão da ONU.

Cerca de 300 pessoas morreram nos violentos combates que atingiram a capital sul-sudanesa no início deste mês e cerca de 42.000 pessoas foram obrigadas a fugir e a procurar refúgio.

Perante o aumento de casos de violações, os operacionais da missão da ONU, também conhecidos como "capacetes azuis", reforçaram as patrulhas perto da base da UNMISS e na cidade, segundo indicou o porta-voz da ONU, Farhan Haq.

Também estão a acompanhar as mulheres que saem para recolher lenha ou outros itens.

Lusa

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