sicnot

Perfil

Mundo

Paris e Londres pedem fim do "desastroso" cerco à cidade de Alepo

O chefe da diplomacia francesa Jean-Marc Ayrault e o seu homólogo britânico Boris Johnson apelaram esta quinta-feira ao regime sírio e seus aliados para terminarem o "desastroso" cerco à cidade de Alepo.

"Os ministros apelam solenemente aos aliados do regime sírio para o fim imediato destas operações que violam a trégua acordada em Munique, e a lei internacional", referem numa declaração conjunta após um encontro em Paris.

As consequências do cerco "incluindo o bombardeamento de civis e instalações médicas, já são desastrosas e podem originar mais refugiados", refere a declaração.

Os ministros apelam "à restauração total e imediata" do acordo para o fim das hostilidades e a "progressos destinados a estabelecer uma autoridade transitória com poderes executivos totais".

Os ministros consideraram ainda que o cerco da cidade, onde cerca de 300.000 pessoas estão encurraladas, "torna impossível o recomeço das negociações de paz".

A declaração assinala a convicção dos dois ministros sobre a "capacidade particular da Rússia em persuadir o regime de Assad a terminar com a guerra e regressar à mesa negocial".

Os residentes em Alepo têm-se referido a escassez de alimentos e um aumento incontrolável dos preços nos distritos sob controlo rebele desde o corte pelas forças do regime, no início de julho, da principal rota de abastecimento em direção à cidade.

Os apelos de Paris e Londres surgem no momento em que a Rússia anunciou uma operação de ajuda "em larga escala" destinada aos civis encurralados em Alepo e às forças rebeldes que estão a abandonar a cidade, enquanto o Presidente Assad anunciou uma amnistia para os combatentes que se renderem.

O enviado da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, manifestou esta semana a esperança de um recomeço das conversações de paz para o final de agosto.

Lusa

  • Relatório pedido pelo Governo PSD-CDS já apontava falhas no SIRESP
    2:26
  • Santana Lopes rejeita responsabilidades nas falhas do SIRESP
    1:21

    Tragédia em Pedrógão Grande

    Sobre o relatório do SIRESP, António Vitorino diz que há neste momento um passa culpas entre entidades que só vai contribuir para aumentar o receio das populações perante os incêndios. Pedro Santana Lopes, que era primeiro-ministro quando foi assinado o contrato da rede de comunicações, diz que não sente responsabilidades e defende que o importante é perceber o que há de errado com o SIRESP.

  • Chef russo aconselha bife tártaro aos jogadores portugueses
    1:29