sicnot

Perfil

Mundo

Conselho de Segurança prolonga missão da ONU no Sudão do Sul

© Adriane Ohanesian / Reuters

O Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiu na sexta-feira prolongar até 12 de agosto a missão da ONU no Sudão do Sul (UNMISS) para ter mais tempo para negociar um eventual reforço da mesma.

Os 15 membros do Conselho de Segurança adotaram por unanimidade uma breve resolução técnica proposta pelos Estados Unidos para evitar o fim do mandato da missão.

As propostas para reforçar o número de tropas da ONU no Sudão do Sul requerem "mais análise", embora o processo deva ser concluído com "urgência", disse a embaixadora dos Estados Unidos da América nas Nações Unidas, Samantha Power.

A UNMISS conta atualmente com 13.500 elementos, 12 mil dos quais são militares.

O secretário-geral da ONU instou recentemente o Conselho de Segurança a reforçar a missão das Nações Unidas no Sudão do Sul e pediu, entre outras coisas, o envio de helicópteros de combate para defesa da população.

Ban Ki-moon pediu ainda um embargo de armas e colocou a possibilidade de serem aprovadas mais sanções aos líderes do Sudão do Sul em resposta à recente onda de violência e combates.

Na quinta-feira, o secretário-geral da ONU avisou que o Sudão do Sul está à beira do abismo, na sequência da intensificação dos confrontos e de uma vaga de violência sexual.

Perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, Ban Ki-moon afirmou estar "chocado pela escala da violência sexual", numa referência aos relatos de funcionários da organização que dão conta de pelo menos 120 casos de violações nas últimas três semanas.

Os combates entre unidades militares rivais na capital do país, Juba, entre 8 e 11 de julho, deixaram pelo menos 300 mortos e milhares de deslocados.

Independente desde 2011 após uma cisão do Sudão, o Sudão do Sul (o mais jovem país do mundo) está dilacerado por uma guerra civil marcada por massacres interétnicos que causaram dezenas de milhares de mortos e perto de três milhões de deslocados desde dezembro de 2013.

Este mês, os violentos combates registados na capital sul-sudanesa comprometeram um acordo de paz assinado em agosto de 2015.

No início de julho, líderes africanos aprovaram um plano que prevê a criação de uma força de proteção regional para o Sudão do Sul e pediram ao Conselho de Segurança da ONU para autorizar um mandato para esta futura brigada de intervenção.

"Existe um projeto de resolução em desenvolvimento", disse esta semana o embaixador britânico junto da ONU Matthew Rycroft.

Os 13.500 elementos que integram a UNMISS têm sido criticados por não terem conseguido travar a nova vaga de confrontos, bem como por terem falhado na proteção de civis durante os combates.

Perante o aumento de casos de violações, os operacionais da missão da ONU reforçaram as patrulhas perto da base da UNMISS e em Juba, segundo indicou o porta-voz da ONU, Farhan Haq.

Também estão a acompanhar as mulheres que saem para recolher lenha, por exemplo.

Lusa

  • Circulação retomada na A23, mais de 1.600 operacionais no combate às chamas

    País

    A circulação rodoviária na A23 foi completamente restabelecida ao início da manhã depois de ter estado cortada por causa dos incêndios que, no total, mobilizam mais de 1.600 operacionais e contam com reforço espanhol. Nos vários fogos que atingem o país estão 1.648 operacionais no terreno, apoiados por mais de 500 viaturas e 15 meios aéreos.

  • Marcelo lembra ditadura para deixar elogios à liberdade de imprensa e separação de poderes
    0:29
  • "Lancei um tema que os portugueses há muito queriam discutir"
    11:26

    País

    O candidato do PSD à Câmara Municipal de Loures, André Ventura, foi entrevistado esta terça-feira na Edição da Noite da SIC Notícias. Em análise, a polémica em torno das declarações do candidato sobre a comunidade cigana.

    Entrevista SIC Notícias

  • Rajoy nega conhecimento de financiamentos ilegais no PP

    Mundo

    O primeiro-ministro espanhol negou hoje ter conhecimento de um esquema ilegal de financiamento, que envolve vários responsáveis do Partido Popular (PP, direita), que lidera. Durante uma audição no tribunal, Mariano Rajoy garantiu ainda que não aceitou nenhum pagamento ilícito.