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Papa Francisco recusa associar islão e violência

O papa Francisco recusa associar islão e violência, explicando que os católicos podiam ser igualmente violentos e advertiu a Europa que está a empurrar parte dos jovens para o terrorismo.

"Não creio que seja justo associar islão e violência", declarou Francisco, ao ser questionado sobre o recente homicídio de um padre em França por dois extremistas islâmicos e a opção de nunca mencionar o islão quando condena este tipo de atentados.

"Todos os dias, quando abro os jornais, vejo violência em Itália, alguém que mata a namorada, outro que mata a sogra e são católicos batizados. "Se falo de violência islâmica, também tenho de falar da violência cristã. Em quase todas as religiões, há sempre um pequeno grupo de fundamentalistas. Nós também os temos", explicou Jorge Bergoglio, em declarações aos jornalistas a bordo do avião na viagem de regresso da Polónia.

Como em várias intervenções ao longo da viagem de cinco dias, por ocasião das Jornadas Mundiais da Juventude, em Cracóvia, o papa Francisco garantiu que a religião não era o verdadeiro motor da violência.

"Podemos matar tanto com a língua, como com uma faca", afirmou, numa referência ao crescimentos dos partidos populistas que incitam ao racismo a à xenofobia.

O terrorismo "prospera quando o deus do dinheiro é colocado em primeiro" lugar e "quando não há outra opção".

"Quantos entre os nossos jovens europeus abandonámos sem ideiais, sem trabalho. Então eles voltam-se para as drogas, o álcool e aderem aos grupos fundamentalistas", considerou.

Os representantes muçulmanos em França e na Itália mostraram também recusar associar islão e violência ao participar na missa em igrejas católicas, esta manhã, em sinal de solidariedade e fraternidade, cinco dias depois do homicídio de um padre francês, em Rouen, no norte de França.

Lusa

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