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Advogado chinês de Direitos Humanos condenado por subversão a pena suspensa

© Aly Song / Reuters

O ativista e advogado chinês Zhai Yanmin foi hoje condenado a três anos de prisão com quatro anos de pena suspensa por subversão. Este foi o primeiro de uma série de quatro julgamentos que se realizam esta semana na China relacionados com a campanha do regime contra defensores de direitos humanos.

A agência oficial chinesa Xinhua, escreveu que Zhai, "residente de Pequim sem emprego", foi considerado culpado de subverter o poder do Estado por um tribunal de Tianjin (nordeste), julgamento em que só entraram alguns meios de comunicação social autorizados pelo Governo chinês.

Segundo sentenças similares prévias contra outros oito ativistas ou advogados, a de Zhai implica que não terá de ir para a prisão se não incorrer no delito de que foi considerado culpado nos próximos quatro anos.

A agência EFE descreveu que nas imediações do tribunal de Tianjun houve hoje uma forte vigilância policial, "maior, inclusive, do que em outros processos contra dissidentes ou ativistas".

As autoridades cortaram a Avenida Xiangjiang, onde se encontra o tribunal, mantendo os jornalistas a centenas de metros de distância.

Pela primeira vez em casos deste género, o julgamento foi declarado "aberto ao público", possibilitando o acesso de alguns órgãos de comunicação às instalações judiciais.

O julgamento de Zhai faz parte de uma campanha repressiva lançada contra advogados dos Direitos Humanos, que resultou em várias detenções, entre as quais a de Zhou Shifeng, diretor do prestigiado escritório Shengrui, que será também julgado esta semana.

Segundo a Xinhua, os outros dois acusados que esta semana poderão receber o veredicto (Hu Shigen e Gou Hongguo) estão também acusados de "subversão".

Trata-se de uma acusação muito grave na China, cuja pena máxima é prisão perpétua.

A forte vigilância policial não evitou momentos de tensão.

Uma das cenas envolveu a chegada às imediações do tribunal de Yuan Shanshan, esposa de Xie Yanyi, um outro advogado vítima desta campanha, que se apresentou com o bebé de ambos, nascido em março, mas que o marido ainda não viu, devido ao isolamento a que foi submetido.

A polícia pressionou a mulher a deixar a zona, enquanto agentes obrigaram vários jornalistas a entrar para veículos das autoridades.

O julgamento realizou-se um dia depois de Wang Yu, outra advogada detida na sequência desta campanha, ter sido colocada em liberdade sob fiança, após ter feito uma "confissão", em que admite ter colaborado com "forças estrangeiras".

Lusa

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