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Aprovada nova etapa para referendo na Venezuela

© Handout . / Reuters

A comissão nacional eleitoral (CNE) da Venezuela aprovou na segunda-feira mais uma etapa para o referendo para a destituição do Presidente Nicolás Maduro, mas a consulta popular promovida pela oposição enfrenta ainda vários obstáculos.

A oposição submeteu 1,8 milhões de assinaturas em maio pró-referendo, das quais 1,3 milhões foram validadas pela CNE. Posteriormente, pelo menos 200.000 signatários tinham de confirmar a sua escolha, pessoalmente, até ao final de junho.

Depois de um período de auditoria que durou um mês, 399.412 assinaturas foram validadas, ou seja, o dobro do mínimo exigido.

A CNE anunciou, no entanto, qie pediu uma investigação ao Ministério Público sobre alegadas irregularidades durante a recolha de assinaturas.

Apesar de a autoridade eleitoral ter validado uma nova etapa deste longo e complexo processo, os anti-chavistas (designação derivada do nome do ex-Presidente Hugo Chavez 1999-2013) deverão ainda superar vários obstáculos antes de a consulta popular ser uma realidade.

A CNE ainda não comunicou as datas da fase seguinte, em que quatro milhões de assinaturas devem ser recolhidas em apenas três dias e validadas de modo a que o referendo seja finalmente convocado.

Para destituir Nicolas Maduro, o 'sim' no referendo terá de ultrapassar a votação obtida nas presidenciais de 2013, em que foi eleito com 7,5 milhões de votos.

A oposição acusa Maduro pela crise económica no país, que enfrenta um problema de escassez de alimentos, inflação galopante e aumento da violência. Apesar de ter as maiores reservas de petróleo do mundo, a Venezuela sofreu o impacto da queda dos preços do petróleo bruto.

Eleito em 2013 para um mandato até 2019, o chefe de Estado venezuelano socialista enfrenta desde as eleições legislativas de dezembro de 2015 um parlamento controlado por uma coligação de centro-direita, a Mesa da Unidade Democrática (MUD).

Os seus aliados apresentaram mais de 8.000 ações na justiça contra a petição de referendo e pediram às autoridades eleitorais para proibirem a coligação da oposição de promover a consulta por alegada fraude.

Lusa

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