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Erdogan acusa Ocidente de "apoiar o terrorismo" e o golpe militar

© Alkis Konstantinidis / Reuter

​O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse que o cenário do fracassado golpe de Estado de 15 de julho "foi escrito a partir do estrangeiro" e acusou o Ocidente de "apoiar o terrorismo" e os golpistas.

No ataque mais virulento que pronunciou desde a abortada tentativa de golpe militar, Erdogan assegurou que "não foi apenas um acontecimento planificado no interior" do país.

"Os atores [do golpe] atuaram no país segundo um cenário que foi escrito a partir do estrangeiro", afirmou o chefe de Estado, que acusa o clérigo Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos, de ser o mentor da intentona militar.

Previamente, o Presidente turco tinha já referido que Estados estrangeiros poderiam estar envolvidos, apesar de não ter fornecido pistas sobre os países eventualmente responsáveis.

"Infelizmente, o Ocidente apoia o terrorismo e coloca-se ao lado dos golpistas", prosseguiu durante o discurso de hoje no palácio presidencial em Ancara e transmitido pela televisão, numa resposta às críticas dos Estados Unidos e de países europeus sobre a amplitude das purgas que se sucederam à fracassada intentona.

"Aqueles que imaginámos serem nossos amigos estão ao lado dos golpistas e dos terroristas", frisou.

Erdogan denunciou em particular a decisão das autoridades alemãs de proibirem que discursasse através de uma ligação vídeo em ecrã gigante aos seus apoiantes que de reuniram no domingo em Colónia (oeste da Alemanha) sob o lema da defesa da democracia.

"Bravo! Os tribunais na Alemanha trabalham muito depressa!", ironizou.

Na segunda-feira, o vice-chanceler alemão e dirigente dos Partido social-democrata (SPD), Sigmar Gabriel, defendeu a decisão do Tribunal constitucional, de proibir a transmissão em ecrã gigante da mensagem de Erdogan. Calcula-se que a comunidade turca na Alemanha atinja 3,4 milhões de pessoas, metade com nacionalidade germânica.

No seu discurso, o homem forte da Turquia criticou ainda Berlim pela autorização concedida no passado ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) de se exprimir por videoconferência, e quando prosseguem os combates com o exército turco, centrados no sudeste do país, após o fim do cessar-fogo em julho de 2015.

O PKK é considerado uma organização terrorista por Ancara, Estados Unidos e União Europeia.

O líder turco revelou que a Turquia entregou previamente uma lista de 4 mil militantes que são procurados, mas não obteve qualquer resposta. "Mas neste caso o Tribunal constitucional decide em duas horas" para banir a videoconferência, insistiu.

"O Ocidente está do lado da democracia ou do lado do terror?", acrescentou, acusando também a Bélgica de não ter extraditado um militante de esquerda suspeito de envolvimento em 1996 na morte do empresário turco Ozdemir Sabanci.

Lusa

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