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Governo turco divide serviços secretos

O governo da Turquia vai dividir os poderosos serviços secretos (MIT) em duas entidades, uma para a espionagem externa e outra para a vigilância interna, noticiou hoje o jornal turco Hurriyet.

O MIT foi alvo de duras críticas depois da tentativa de golpe de Estado de 15 de julho, efetuada por um grupo de militares contra o presidente Recep Tayyip Erdogan e o seu governo.

O chefe de Estado turco lamentou que o MIT tenha demorado muito tempo a informar a presidência dos acontecimentos, afirmando ter tomado conhecimento da tentativa de golpe de Estado pelo cunhado.

Na segunda-feira, o vice-primeiro-ministro Numan Kurtulmus declarou "estar prevista" uma restruturação dos serviços secretos, depois de Erdogan ter já procedido a uma profunda reforma das forças armadas.

De acordo com o Hurriyet, a futura agência de vigilância interna estará, em grande parte, a cargo da polícia e da guarda, duas instituições que dependem agora do ministério do Interior, na sequência das reformas adotadas depois da tentativa de golpe de Estado.

Os serviços encarregados da espionagem externa vão depender diretamente da presidência, que vai também dispor de uma unidade coordenadora das atividades das duas novas agências.

O poder turco está a limitar os privilégios das forças armadas depois da tentativa de golpe de Estado, entregando mais competências às autoridades civis.

"É necessário criar um sistema onde ninguém possa voltar a cometer um golpe de Estado", com um "sistema de informações da mais alta qualidade", afirmou na segunda-feira o vice-primeiro-ministro turco.

Lusa

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