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Ativista chinês condenado a sete anos e meio de prisão por "subversão"

© Kim Kyung Hoon / Reuters

Um ativista pelos direitos humanos na China foi hoje condenado a sete anos e meio de prisão, por subversão do poder do Estado, parte de uma campanha do Governo chinês contra advogados dos Direitos Humanos.

O julgamento de Hu Shigen foi o segundo de quatro que estão marcados para esta semana, na sequência da operação que, no ano passado, resultou na detenção de 200 pessoas.

Hu Shigen assumiu-se culpado, perante um tribunal de Tianjin, no norte da China, e decidiu não apelar, avançou a agência oficial Xinhua, que o descreveu como o líder de uma igreja clandestina.

O julgamento decorreu sob forte vigilância policial, com vários polícias fardados ou vestidos à civil nas imediações do tribunal, segundo descreveu a agência France Presse.

As autoridades cortaram os acessos onde se encontra o tribunal, até cerca de 300 metros de distância.

Segundo a Xinhua, 48 políticos, professores de Direito, advogados, e "cidadão de todos os estratos sociais" estiveram presentes na sala do tribunal, assim como jornalistas de uma dúzia de órgãos chineses e de cinco exteriores ao continente chinês.

Familiares dos detidos, particularmente as esposas, queixaram-se publicamente de terem sido constantemente vigiadas e de lhes ter sido negado o acesso ao caso.

Cerca de 12 advogados e ativistas da operação, que ficou conhecida como "campanha 709", devido a ter ocorrido a 09 de julho do ano passado, permanecem sob custódia da polícia.

Na terça-feira, o ativista Zhai Yanmin foi sentenciado a três anos de pena suspensa, acusado de subversão, por ações como envergar cartazes e gritar palavras de ordem.

Durante a atual liderança do atual Presidente chinês, Xi Jinping, as autoridades reforçaram o controlo sob académicos, advogados e jornalistas, segundo organizações de defesa dos direitos humanos.

No centro desta campanha está o escritório de advogados Fengrui, que prestava serviços a vítimas de abusos sexuais, membros de grupos religiosos proibidos na China e dissidentes.

O seu diretor, Zhou Shifeng, será também julgado esta semana.

Wang Yu, outra advogada detida na sequência desta campanha, terá sido colocada em liberdade sob fiança, na segunda-feira, após ter feito uma "confissão", em que admite ter colaborado com "forças estrangeiras".

Lusa

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