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Partido de Mandela reconhece derrota histórica em Port Elizabeth

© Reuters Staff / Reuters

O partido sul-africano ANC reconheceu hoje a derrota nas eleições municipais de Port Elizabeth, um revés histórico e sinal da perda de popularidade do partido que liderou a luta anti-apartheid e está no poder desde 1994.

Numa reviravolta irónica, o Congresso Nacional Africano (ANC na sigla em inglês), fundado por Nelson Mandela, sofreu a sua primeira grande derrota num município que desde 2001 se chama Nelson Mandela Bay - inclui as cidades de Port Elizabeth, Uitenhage e Despatch e as zonas rurais em redor.

"Aceitamos que perdemos", declarou hoje Jackson Mthembu, líder do ANC no Parlamento, reconhecendo a derrota do seu partido na grande cidade portuária do Oceano Índico.

Segundo os resultados divulgados pela Comissão eleitoral, conhecidos 98% dos votos na metrópole de Port Elizabeth, a Aliança Democrática (DA), principal partido da oposição, obteve 46,6% dos votos, contra 41% do ANC.

Esta vitória da DA poderá ser seguida de outras, em Joanesburgo e em Tshwane, metrópole que engloba a capital, Pretória.

Cerca de um terço dos boletins ainda estão por contar nestas cidades, mas a DA está dois pontos à frente do ANC em Tshwane e os dois partidos estão empatados em Joanesburgo.

"Sabemos que é uma disputa acirrada, mas asseguro-vos que vamos sair vitoriosos em Tshwane e vamos sair vitoriosos em Joanesburgo", disse Jackson Mthembu.

As eleições de quarta-feira, em que 26 milhões de eleitores eram chamados às urnas, decorreram sem incidentes graves, segundo a Comissão eleitoral.

Os resultados finais deverão ser conhecidos ao longo do dia de hoje.

Com cerca de 90% dos votos contados a nível nacional, o ANC está à frente, mas o partido teve o seu pior desempenho desde o fim do apartheid, há 22 anos.

O partido de Mandela tem até agora 54% dos votos, contra 62% nas últimas eleições autárquicas, em 2011.

Desde as primeiras eleições multirraciais, quando Mandela foi eleito presidente em 1994, o ANC nunca teve menos de 60% numas eleições.

Lusa

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