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Primeira manifestação pela independência reúne 1.000 pessoas em Hong Kong

© Tyrone Siu / Reuters

Uma manifestação pela independência, a primeira com este objetivo, reuniu cerca de 1.000 pessoas em Hong Kong na presença de candidatos proibidos de concorrem às legislativas de setembro por defenderem uma rutura com a China, referiu a France-Presse.

As autoridades de Hong Kong consideram que as posições pró-independência são contrárias às leis em vigor nesta antiga colónia britânica, uma região administrativa especial chinesa e onde os setores oposicionistas dizem detetar um reforço da autoridade de Pequim.

Cerca de 1.000 manifestantes de todas as idades reuniram-se num parque perto da sede do governo, alguns exibindo cartazes com a frase "Independência de Hong Kong", referiu a agência noticiosa francesa.

Edward Leung, um dos cinco candidatos proibidos de participar nas eleições e chefe do partido Hong Kong Indigenous, foi aplaudido pelos presentes durante o seu discurso.

"A soberania de Hong Kong não pertence a Xi Jinping (o Presidente chinês), não pertence às autoridades e não pertence ao governo de Hong Kong. Pertence ao povo de Hong Kong", assinalou.

Segundo Satomi Cheng, uma manifestante de 49 anos, numerosos habitantes da cidade estão descontentes com a crescente influência da China.

"Dia após dia, os nossos direitos são-nos retirados pelo governo de Hong Kong e o Governo chinês", disse em declarações à France-Presse.

A ideia da independência é considerada ilegal pelas autoridades de Pequim e Hong Kong, e permanecia um tabu até à recente emergência de novos partidos que apelam a uma rutura.

Estas formações foram criadas por iniciativa de jovens desiludidos com a "revolta dos guarda-chuvas", uma mobilização pela democracia que agitou Hong Kong em 2014 mas fracassou na tentativa de obter concessões políticas da China.

A proibição dos candidatos favoráveis à independência provocou fortes protestos entre os seus apoiantes, mas Jasper Tang, presidente cessante da assembleia da cidade, defendeu em diversas ocasiões a legalidade da medida.

Desde 1997, que marcou o final do domínio britânico, que Hong Kong beneficia de um regime de "ampla autonomia" e teoricamente usufrui até 2047 de liberdades que não são aplicáveis no restante território da China.

Lusa

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