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Serviços secretos belgas vigiam 50 soldados por ligações a grupos extremistas

​O Ministério da Defesa da Bélgica admitiu hoje que os serviços secretos mantêm sob vigilância 50 soldados belgas, os quais, segundo o jornal La Dernière Heure, têm ligações a grupos de extrema-direita, neonazis, salafistas ou de motards.

Questionado pelo jornal, o gabinete do ministro da Defesa, Steven Vandeput, do partido nacionalista flamengo N-VA, informou que a medida afeta 50 soldados, mas recusou confirmar a natureza dos grupos a que supostamente pertencem.

"A sua ligação a um ou outro grupo é uma questão de liberdade individual, uma vez que o fazem na qualidade de civis e não enquanto militares", disse ao jornal um responsável militar, Olivier Severin.

"Se o governo não declarou um grupo ilegal, não podemos proibi-los de se juntarem", disse o responsável, acrescentando no entanto que os militares são aconselhados a não se juntarem a determinados grupos.

A imprensa belga noticiou na quarta-feira que as autoridades chamaram quatro militares suspeitos de pertenceram à secção belga da milícia de extrema-direita finlandesa Soldados de Odín, que se opõe à entrada de imigrantes nos países ocidentais.

O La Dernière Heure noticia hoje que os militares, obrigados a escolher entre permanecer no exército ou abandonar o grupo, decidiram afastar-se dos Soldados de Odín.

Lusa

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