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Venezuela içou bandeira e insiste que está a presidir o Mercosul

A Venezuela içou esta sexta-feira a bandeira do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e emitiu um comunicado a sublinhar que está a presidir temporariamente aquele organismo, ao mesmo tempo que acusou a Argentina, Paraguai e Brasil de "boicote" contra Caracas.

"Que não exista confusão na Comunidade Internacional. Hoje içamos a bandeira do Mercosul na nossa Casa Amarela António José de Sucre (sede do gabinete do ministro de Relações Exteriores), na Praça Bolívar, à frente do nosso Libertador (Simón Bolívar). Vamos exercer responsavelmente a Presidênvia Rotativa deste organismo regional tão importante para os nossos povos", anunciou a ministra das Relações Exteriores venezuelana.

Segundo Delcy Rodríguez, "as normas" do Mercosul "são muito claras, a presidência rotativa corresponde de pleno direito à Venezuela e não há lugar a nenhum (outro) tipo de interpretação jurídica", frisou.

"A Venezuela, em exercício pleno da presidência temporária do Mercosul, condena categoricamente o boicote impedido pela Tripla Aliança dos governos da Argentina, Paraguai e interino do Brasil, para impedir o normal desenvolvimento da Presidência da Venezuela, segundo o Tratado de Assunção", explica um comunicado lido pela ministra.

Segundo a Venezuela, "fatores governamentais de extrema direita" pretendem infundir valentia contra a Venezuela que há apenas dois anos exerceu plena e satisfatoriamente a presidência rotativa do Mercosul, evadindo inclusive a violência extremista dirigida por fatores locais.

Para Caracas, "é absurdo, falso e forjado manter que existe um vazio de poder na presidência do Mercocul, recebida formalmente pela Venezuela de mãos do Uruguai".

A 29 de julho, a Venezuela anunciou que assumia a presidência rotativa do Mercosul, depois de o Uruguai emitir um comunicado dando por concluída a sua gestão de seis meses, sem anunciar a qual país membro do grupo passava a pasta.

O Brasil informou os outros três membros do Mercosul (Uruguai, Paraguai e Argentina) que entendia que a presidência estava "vaga" por não haver consenso em relação à Venezuela.

Por outro lado, o Paraguai anunciou ser contra a possibilidade de a Venezuela dirigir o Mercosul e a Argentina afirmou que não reconhece a presidência venezuelana.

Lusa

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