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Grupo ligado à Al-Qaeda reivindica ataque que fez pelo menos 70 mortos no Paquistão

FAYYAZ AHMED

Setenta mortos e dezenas de feridos é o novo balanço do atentado cometido por um bombista suicida esta segunda-feira junto a um hospital no Paquistão, reivindicado por um grupo ligado à Al-Qaeda.

Uma fação paquistanesa do grupo radical islâmico Talibã reivindicou a responsabilidade pelo atentado.

A bomba explodiu quando 200 pessoas, incluindo muitos advogados e jornalistas, reuniam-se diante do do Hospital Civil de Quetta após o assassinato poucas horas antes do presidente da Ordem dos Advogados da província.

"O número chega a 70 mortos e 112 feridos", disse à imprensa Masoood Nausherwani, chefe dos Serviços de Saúde do Baluchistão, província cuja capital é Quetta.

Um porta-voz do Jamaatul Ahara, ligado aos talibãs, disse aos jornalistas, por correio eletrónico, que a sua fação "reivindica a responsabilidade" pelo ataque e ainda prometeu mais ataques "até a imposição de um regime islâmico no Paquistão".

Depois da explosão, as autoridades declararam o estado de emergência em todos os hospitais da cidade.

Nos últimos meses, vários advogados foram atacados na província do Baluchistão, região no sudoeste do Paquistão onde atuam grupos armados separatistas, que tomam como alvos as forças de segurança e outras instituições do Estado, além de fações talibãs e grupos extremistas islâmicos.

Há menos de uma semana, o advogado Jahanzeb Alvi foi assassinado por atacantes, que continuam por identificar. Em junho, o diretor da universidade de Direito, Amanullah Achakzai, foi morto a tiro.

Desde junho de 2014, as autoridades paquistanesas registaram uma diminuição do número de ataques, na sequência do início da operação antiterrorista das forças de segurança no noroeste do país.

Pelo menos 3.400 rebeldes e 488 militares morreram na operação, de acordo com a agência noticiosa espanhola EFE.

Lusa

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