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EUA e França dizem que negociações dependem de ajuda humanitária em Alepo

Os Estados Unidos e França insistiram esta terça-feira na necessidade de levar ajuda humanitária à frente de batalha na cidade síria de Alepo antes de se avançar com planos para uma nova ronda de negociações de paz.

A Rússia, no entanto, manteve que não deveriam existir condições prévias para as negociações que Washington espera retomar em Genebra no final deste mês.

A embaixadora norte-americana Samantha Power disse à imprensa que é urgente voltar à mesa de negociações "mas a atmosfera para que haja negociações também tem de existir".

"Quanto a acesso humanitário, (...) estamos em marcha atrás", acrescentou Power após uma reunião à porta fechada com o Conselho de Segurança da ONU.

Os combates entre as forças governamentais e os rebeldes em Alepo intensificaram-se no último mês, com ambas as partes a enviar reforços para uma batalha total que pode representar um ponto de viragem numa guerra há cinco anos em curso.

Cerca de dois milhões de pessoas em Alepo estão há quatro dias sem água corrente, indicaram as agências especializadas das Nações Unidas, elevando o risco de doenças na cidade já devastada por anos de combates.

O Conselho de Segurança ouviu um relato feito pelo enviado da ONU, Staffan de Mistura, que disse ainda ter esperança em que as conversações possam ser retomadas no final do mês, mas que o desastre humanitário em Alepo precisa de ser resolvido, precisaram diplomatas.

"Não vejo como é que poderemos ter negociações a sério se não existe, de facto, a menor atmosfera propícia", disse o vice-embaixador francês Alexis Lamek.

O dirigente da ONU para a ajuda humanitária Stephen O'Brien reiterou o seu apelo para um cessar-fogo humanitário de 48 horas e disse, no final da reunião, sentir-se "encorajado" pelo facto de o Conselho de Segurança parecer unido quanto a essa proposta.

O embaixador russo Vitaly Churkin disse que Moscovo está em conversações com Washington para assegurar o fornecimento de carregamentos de ajuda a Alepo, mas rejeitou sugestões de que as negociações de paz podem ter descarrilado devido aos combates na cidade.

"Quanto mais baixo o nível de violência, melhor é para as negociações e nós partilhamos dessa abordagem, mas não pode haver condições prévias para as negociações", defendeu Churkin.

O diplomata russo sublinhou que o maior obstáculo ao processo de paz é a insistência da oposição síria em que o Presidente, Bashar al-Assad, tem de abandonar o poder.

"Eles vinham para as negociações sem dizerem nada, só diziam 'Assad tem de sair' - e isso não é uma posição negocial", observou Churkin.

A guerra na Síria fez mais de 280.000 mortos e envolveu as potências mundiais, de ambos os lados, desde que eclodiu, em março de 2011, com a Rússia a apoiar o regime sírio de Assad.

Lusa

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