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Jornalista espanhola atribui deportação da Turquia a denúncia

​A jornalista Beatriz Yubero, colaboradora do diário La Razon, atribuiu hoje a sua deportação da Turquia a uma denúncia ou a um equívoco, sublinhando não existir qualquer outro motivo para a expulsão.

"Estou livre de acusações. Espero que na sexta-feira o embaixador turco esclareça quando posso regressar à Turquia, onde pretendo continuar a minha carreira", escreveu na rede social Twitter.

Em declarações à agência noticiosa espanhola EFE, Yubero afirmou estar a fazer um doutoramento e a colaborar com órgãos de informação espanhóis na Turquia, palco de uma tentativa de golpe de Estado a 15 de julho.

Na semana passada, a jornalista foi detida pela polícia e, apesar de ter ficado esclarecido que não tinha qualquer relação com organizações terroristas, os serviços de imigração turcos expulsaram a espanhola.

Yubero, que publicou informações em órgãos de informação espanhóis sobre a tentativa de golpe de Estado na Turquia, negou ter difundido mensagens no Twitter contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. "É mentira", sublinhou.

Fontes do ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol disseram à EFE que a embaixada espanhola em Ancara procurou esclarecer o caso, desde o início, tendo pedido explicações sobre o que estava a acontecer. Esteve também em contacto permanente com a jornalista e com a embaixada turca em Madrid para tentar ultrapassar a situação.

"Não tenho um documento com a ordem de deportação, saí da Turquia sem nenhum documento", nem carimbo no passaporte, afirmou Yubero, acrescentando ter sido uma "vítima colateral" da política de detenções do governo turco, na sequência da tentativa de golpe de Estado.

A organização não-governamental Plataforma em Defesa da Liberdade de Informação (PDLI) anunciou que vai apresentar uma queixa junto da embaixada turca "a condenar a detenção e expulsão" da jornalista e pedir a Ancara que permita o regresso de Beatriz Yubero.

Lusa

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