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Putin e Erdogan anunciam "roteiro" para normalizar relações russo-turcas

© Sergei Karpukhin / Reuters

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, estabeleceram um "roteiro" para a normalização das relações bilaterais, na primeira visita ao exterior do líder turco desde o fracassado golpe militar no país.

"Hoje marcámos o algoritmo dos sucessivos passos e dos objetivos primordiais para o restabelecimento eficaz das relações bilaterais", disse Putin na conferência de imprensa conjunta no palácio Konstantinovski, nos arredores de São Petersburgo.

A primeira decisão concreta no recomeço dos contactos bilaterais após nove meses de crise diplomática foi anunciada por Erdogan, ao referir que o projeto de gasoduto russo-turco TurkStream, que estava congelado, "vai ser realizado o mais depressa possível".

O líder do Kremlin destacou por seu turno a "grande importância" deste encontro no futuro das relações russo-turcas, mas admitiu que os dois países "têm um árduo trabalho pela frente para reanimar a cooperação económica e comercial".

Numa alusão ao forte recuo nas trocas comerciais entre os dois países nos últimos meses, Putin considerou que "a tendência é muito triste. Temos um difícil trabalho a fazer para reanimar a cooperação económica e comercial. Este processo já está em marcha mas necessita de tempo".

O chefe de Estado russo considerou existirem "todas as possibilidades para restabelecer plenamente a cooperação bilateral" e retomá-la "ao nível anterior à crise".

"Pensamos que as relações russo-turcas ainda se tornarão mais robustas", admitiu por sua vez Erdogan.

O líder do Kremlin manifestou disposição em levantar gradualmente as sanções impostas à Turquia na sequência do derrube em novembro de um bombardeiro russo por um caça turco junto à fronteira turco-síria, na origem da recente crise entre Moscovo e Ancara.

Após referir que os voos charter em direção à Turquia serão retomados em breve, uma medida essencial para a revitalização do turismo, Putin precisou que a construção da parte do gasoduto destinada ao mercado interno turco pode iniciar-se "muito em breve", mas sublinhou que a concretização do trajeto destinado a abastecer a União Europeia está dependente das garantias que Bruxelas deverá fornecer.

Lusa

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