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Moscovo anuncia suspensão parcial da ofensiva em torno de Alepo

O exército russo anunciou esta quarta-feira em Moscovo que vai suspender os ataques três horas por dia, a partir de quinta-feira, em torno de Alepo, cidade síria que é o epicentro dos combates entre forças do regime e rebeldes.

"Para garantir a total segurança das colunas de veículos que entram em Alepo, uma janela humanitária durante a qual serão suspensas todas as atividades militares, ataques aéreos e disparos de artilharia será cumprida das 10:00 às 13:00 locais (das 08:00 às 11:00 de Lisboa)", anunciou o general Serguei Rudskoï, do Estado-Maior russo, em conferência de imprensa.

"Nos últimos quatro dias, as baixas rebeldes no sudoeste de Alepo elevam-se a mais de mil mortos e dois mil feridos", acrescentou, exortando aqueles que o desejarem entregar as armas a aproveitar um dos "sete corredores humanitários" criados pelo regime de Damasco e pelo seu aliado russo.

As forças do Presidente sírio, Bashar al-Assad, preparam-se para uma batalha decisiva contra os rebeldes pelo controlo da segunda maior cidade da Síria, situada no noroeste do país.

As duas partes receberam grandes reforços em termos de número de homens e de armas em Alepo e imediações, depois de os rebeldes terem quebrado no sábado três semanas de cerco imposto pelo regime aos bairros sob seu controlo na cidade setentrional dividida desde 2012.

Centenas de milhares de civis estão agora encurralados em Alepo com falta de bens essenciais e uma meteórica subida dos preços, o que obrigou a ONU a tocar a sirene de alarme.

Quanto à criação da janela humanitária da Rússia, a ONU já reagiu dizendo que "uma trégua de três horas em Alepo é insuficiente para ajudar quem precisa".

"Para conseguir ajudar toda a gente, são necessárias duas vias de circulação e são precisas cerca de 48 horas para que um número suficiente de camiões possa entrar" na cidade, alertou o comandante das operações humanitárias da ONU, Stephen O'Brien.

Desde segunda-feira que as Nações Unidas apelam para um cessar-fogo humanitário de 48 horas por semana para reabastecer os civis encurralados em Alepo.

Na terça-feira, os Estados Unidos e França exigiram que a ajuda humanitária chegue a Alepo antes da marcação de nova ronda de negociações de paz, segundo informações recolhidas no final de uma reunião do Conselho de Segurança.

Durante essa sessão à porta fechada, a Rússia manteve, por seu lado, que não deve haver condições prévias para a realização de tais negociações, quando as Nações Unidas esperam retomá-las em Genebra no final deste mês.

O conflito na Síria, desencadeado em 2011 após a repressão de manifestações pacíficas contra o regime, fez mais de 290.000 mortos, obrigou a fugir mais de metade da população do país e provocou uma grave crise humanitária.

Lusa

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