sicnot

Perfil

Mundo

Rajoy vai submeter proposta do Ciudadanos à comissão executiva do PP

Mariano Rajoy, primeiro-ministro espanhol, com o líder do Ciudadanos, Albert Rivera.

MARISCAL

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, vai submeter à comissão executiva do Partido Popular (PP) as condições apresentadas hoje pelo partido Ciudadanos para apoiar um governo liderado pelo PP.

Rajoy, que se reuniu hoje durante cerca de hora e meia com o líder do Ciudadanos, Albert Rivera, afirmou à imprensa que o encontro permitiu dar "um segundo passo muito importante para que Espanha possa ter governo e para evitar a repetição das eleições gerais".

A reunião da comissão executiva para analisar a proposta foi convocada para quarta-feira 17 de agosto.

O acordo do Ciudadanos (C's, centro-direita) a negociações para um pacto de investidura é "uma boa decisão", disse Rajoy.

Rivera quer que seja definida "data e hora" para a tomada de posse de um governo e, para isso, apresentou ao PP seis condições para uma reforma do sistema democrático e para um reforço da luta contra a corrupção na política.

Rajoy disse considerar este passo "muito importante" e convocou o partido para avaliar a proposta, porque ela contém reformas constitucionais que não pode "decidir sozinho".

"Seremos absolutamente construtivos e quando tivermos feito essa análise falaremos com o senhor Rivera", disse.

As condições hoje apresentadas por Rivera incluem a cessação de funções públicas de qualquer pessoa imputada por corrupção, o fim dos indultos a condenados por corrupção, a reforma da lei eleitoral e a limitação dos mandatos do chefe de governo a oito anos ou duas legislaturas.

Mas, uma vez que o apoio do C's não é suficiente, Rajoy afirmou que vai continuar a tentar que o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) se "junte aos acordos de que Espanha precisa" e repetiu que se o líder socialista, Pedro Sánchez, "mantiver o 'não'", terão de repetir-se as eleições.

A reunião de hoje foi a terceira entre os líderes do PP e do C's desde as eleições de 26 de junho e a segunda desde que o rei propôs a Rajoy que volte a tentar a eleição do governo.

O PP foi o partido mais votado nas eleições de 26 de junho, elegendo 137 deputados num total de 350, mas precisa do apoio do PSOE e do Ciudadanos para poder formar um governo minoritário.

O PSOE ficou em segundo lugar, com 85 deputados, a aliança de esquerda Unidos-Podemos em terceiro, com 71, e o Ciudadanos em quarto, com 32 assentos.

Lusa

  • Primeiro-ministro hoje na cidade da Praia 

    País

    O primeiro-ministro, António Costa, está hoje em Cabo Verde para a a IV cimeira bilateral entre Portugal e aquele país africano, aproveitando a passagem pela cidade da Praia para inaugurar a escola portuguesa.

  • Deputados britânicos debatem hoje petição que desvaloriza visita de Donald Trump

    Mundo

    Os deputados britânicos debatem hoje uma petição que reclama que a futura visita de Estado do Presidente norte-americano, Donald Trump, seja reduzida a uma visita oficial, enquanto dezenas de milhares de pessoas se manifestam sobre o mesmo assunto. Dezenas de milhares de pessoas são esperadas hoje nas ruas de várias cidades do Reino Unido, em protestos organizados para coincidir com a discussão no parlamento (na Câmara dos Comuns) de uma petição 'online' que já tem quase dois milhões de subscritores.

  • Portugal sem resposta de Moçambique sobre português desaparecido em Maputo
    1:25

    País

    Portugal tem tentado, sem sucesso, obter respostas das autoridades moçambicanas sobre o rapto de um empresário português há sete meses. De acordo com a notícia avançada este domingo pelo jornal Público, uma carta enviada há duas semanas pelo Presidente da República ao homólogo moçambicano não teve resposta. O Governo de Moçambique tem ignorado pedidos de informação das autoridades portuguesas.

  • Matteo Renzi demite-se da liderança do Partido Democrático

    Mundo

    O antigo primeiro-ministro italiano Matteo Renzi demitiu-se hoje da liderança do Partido Democrata (PD), uma decisão que faz parte de uma estratégia para retomar o controlo da formação de centro-esquerda, onde uma minoria mais à esquerda ameaça cindir-se.