sicnot

Perfil

Mundo

Cinco milhões de jovens europeus não estudavam nem trabalhavam em 2015

Quase cinco milhões de jovens entre os 20 e os 24 anos nos Estados-membros da União Europeia não estavam nem a estudar nem a trabalhar em 2015, conclui o Eurostat, num relatório divulgado hoje.

Na véspera do Dia Internacional da Juventude, o gabinete de estatísticas da União Europeia (UE) divulgou uma parte dos dados do relatório "Educação, trabalho, ambos ou nenhum? O que andam a fazer os jovens da UE?".

A percentagem de jovens em situação de nem estudo nem trabalho -- 17,3%, de acordo com os últimos dados -- tem-se mantido "relativamente estável" entre 2006 e 2015, com as mudanças a sentirem-se mais ao nível dos Estados-membros, assinala o Eurostat.

Em 2015, registaram-se significativas diminuições em países como Alemanha e Bulgária e agravamentos substanciais em Itália, Grécia e Espanha -- países afetados pelas medidas de austeridade e onde cerca de um quarto dos jovens não estudava nem trabalhava em 2015.

Em Portugal, a percentagem também aumentou, ainda que em menor grau. Em 2015, os jovens portugueses de 20 a 24 anos estavam sobretudo a estudar (42,3%). A trabalhar estavam 31,7% e eram poucos os que acumulavam as duas coisas (8,5%). Já 17,5% não faziam nem uma coisa nem outra.

Ainda sobre a mesma faixa etária, a nível da UE, 33% dos jovens estão exclusivamente a estudar, um pouco mais do que os que estão unicamente a trabalhar (32,6%), enquanto 16,9% estão a fazer ambas as coisas.

"A proporção de jovens que não estão a trabalhar nem a estudar nem a receber formação aumenta consideravelmente com a idade", observa o Eurostat.

A União Europeia tem 90 milhões de pessoas com idades entre os 15 e os 29 anos, representando 17% da sua população total.

Em 2015, a maioria dos jovens entre os 15 e os 19 anos estava a estudar, enquanto a faixa etária dos 25 aos 29 se dedicava sobretudo ao trabalho.

Lusa

  • "Quem faz isto sabe estudar os dias e o vento para arder o máximo possível"
    4:15
  • O balanço trágico dos incêndios do fim de semana
    0:51

    País

    Mais de 500 mil hectares de área ardida, 42 vítimas mortais, 71 de feridos, dezenas de casas e empresas destruídas. É este o balanço de mais um fim de semana trágico para Portugal a nível de incêndios florestais.

  • 2017: o ano em que mais território português ardeu
    1:41

    País

    Desde janeiro, houve mais área ardida do que em qualquer outro ano na história registada de incêndios florestais. Segundo dados provisórios do Sistema Europeu de Informação sobre Fogos Florestais, mais de 519 mil hectares foram consumidos pelas chamas até 17 de outubro, o que representa quase 6% de toda a área de Portugal. 

  • "Viverei com o peso na consciência até ao último dia"
    3:00
  • O que resta de Tondela depois dos incêndios
    1:07

    País

    O concelho de Tondela é agora um mar de cinzas, imagens recolhidas pela SIC com um drone mostram bem a dimensão do que foi destruído pelos incêndios. Perto 100 habitações principais ou secundárias, barracões, oficinas e stands arderam. 

  • Moradores reuniram esforços para salvar idosos das chamas em Pardieiros
    2:50

    País

    O incêndio de domingo em Nelas fez uma vítima mortal: um homem de 50 anos, de Caldas da Felgueira, que regressava de uma aldeia vizinha, onde tinha ido ajudar a combater as chamas. Em Pardieiros, no concelho de Carregal do Sal, várias casas arderam e uma jovem sofreu queimaduras ao fugir do incêndio. Durante o incêndio, pessoas reuniram esforços para salvar a povoação.

  • A fotografia que está a correr (e a impressionar) o Mundo

    Mundo

    A fotografia de uma cadela a carregar, na boca, o cadáver calcinado da cria está a comover o mundo. Entre as muitas fotografias que mostram o cenário causado pelos incêndios que devastaram a Galiza nos últimos dias, esta está a causar especial impacto. O registo é do fotógrafo Salvador Sas, da agência EFE. A imagem pode impressionar os mais sensíveis.

  • As lágrimas do primeiro-ministro do Canadá

    Mundo

    O primeiro-ministro da Canadá, Justin Trudeau, emocionou-se esta quarta-feira ao falar de um artista que morreu depois de perder uma luta contra o cancro. Gord Downie, vocalista da banda de rock canadiana "The Tragically Hip", faleceu esta terça-feira, aos 53 anos, vítima de um tumor cerebral.