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Dois em cada três jovens de 18 países já foram vítimas de bullying

Estudantes de várias escolas de Tegucigalpa, nas Honduras, participaram numa marcha contra o bullying. A iniciativa realizou-se em 2012 na sequência de diversos casos de violência entre os alunos.

© Jorge Cabrera / Reuters

Dois em cada três jovens de 18 países afirmam ter sido vítimas de bullying, e nove em dez acreditam que esse é um problema generalizado nas suas comunidades, revela uma sondagem realizada pela UNICEF hoje divulgada.

Por ocasião do Dia Internacional da Juventude, que hoje se assinala, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) considerou pertinente tornar pública esta sondagem recente, realizada através da plataforma digital U-Report.

A U-Report é "uma ferramenta que tem tido um enorme impacto junto dos jovens, destinada a promover a sua participação em assuntos que lhes dizem respeito, e que conta com mais de dois milhões de utilizadores em mais de 20 países", lê-se no comunicado da agência especializada da ONU.

Os jovens foram inquiridos por SMS, Facebook e Twitter sobre o impacto do bullying nas suas comunidades, sobre a sua experiência pessoal em relação ao fenómeno e o que pensam que pode ser feito para acabar com este tipo de violência.

Segundo o documento da UNICEF, mais de 100.000 U-Reporters que participaram na sondagem eram jovens entre os 13 e os 30 anos de países como: Senegal, México, Uganda, Serra Leoa, Libéria, Moçambique, Ucrânia, Chile, Malásia, Nigéria, Suazilândia, Paquistão, Irlanda, Burkina Faso, Mali, Guiné-Conacri, Indonésia e Zâmbia, recrutados por parceiros como os Escuteiros e as 'Girl Guides' e através da plataforma U-Report.

Esta sondagem do U-Report concluiu também que: "um terço dos inquiridos pensa que ser vítima de bullying é normal e por isso não contou a ninguém; a maioria dos inquiridos que relataram sofrer de bullying afirmou que tal tinha acontecido devido à sua aparência física; o 'bullying' foi também atribuído a questões de género ou de orientação sexual e etnia; e um quarto das vítimas afirmou que não sabia a quem contar", precisa a instituição.

"Mais de oito em cada 10 inquiridos acreditam que a sensibilização, nomeadamente através da formação de professores sobre como ajudar as crianças a sentirem-se mais à vontade para relatar casos de 'bullying' é uma das formas de responder a este problema nas escolas", segundo o estudo de opinião.

"O bullying, incluindo o bullying online, continua a ser um risco mal-entendido para o bem-estar das crianças e dos jovens," afirma Theresa Kilbane, conselheira para assuntos de proteção infantil da UNICEF, citada no comunicado.

De acordo com a responsável, para se pôr fim "a este tipo de violência, tem de se melhorar a opinião pública sobre o impacto nocivo do bullying, munir os professores, pais e pares com competências para identificarem riscos e reportarem incidentes, e para proteger e cuidar das vítimas."

O trabalho da UNICEF para sensibilizar as crianças e os adolescentes para as consequências do bullying faz parte da sua iniciativa global "End Violence Against Children -- Pôr Fim à Violência Contra as Crianças", através da plataforma U-Report e de campanhas nas redes sociais (#ENDViolence - #PôrFimàViolência).

Em conjunto com os seus parceiros, a UNICEF trabalha igualmente no "reforço dos sistemas de educação nas escolas para definir sistemas referenciais significativos para o bem-estar das crianças", precisa o comunicado.

Lusa

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