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Tubarão vive até aos 400 anos nas profundezas do Ártico

As águas gélidas do Ártico contribuem para o lento desenvolvimento dos tubarões da Gronelândia.

Julius Nielsen/Science

O tubarão da Gronelândia pode viver 400 anos ou mais nas profundezas do oceano Ártico. É o vertebrado com a maior esperança de vida de que há conhecimento.

Um tubarão da Gronelândia que hoje tenha cerca de 400 anos "assistiu" à formulação da teoria da gravidade de Isaac Newton, à revolução na astronomia por Galileu Galilei, à chegada do navio Mayflower ao Novo Mundo, foi contemporâneo de D. Sebastião.

É o atual campeão da longevidade entre os vertebrados, até agora detido pela tartaruga das Galápagos - 170 anos - e pela baleia da Gronelândia - 211 anos.

Mas ainda não vence o molusco bivalve Arctica islandica, que pode chegar aos 507 anos.

O tubarão da Gronelândia - Somniosus microcephalus - é o maior peixe que habita nas águas do Ártico, cresce um centímetro por ano e atinge a maturidade sexual ao fim de 150 anos. Será este lento desenvolvimento que contribui para a longevidade.

Um tubarão da Gronelândia capturado acidentalmente

Um tubarão da Gronelândia capturado acidentalmente

Julius Nielsen/Science

As conclusões foram obtidas ao estudar tubarões capturados acidentalmente e publicadas na revista Science. Foram feitas análises ao carbono 14 aos globos oculares dos animais e os cientistas conseguiram obter informação sobre a idade dos espécimes encontrando vestígios de radiação atómica nos tecidos, vestígios resultantes dos testes nucleares realizados nos anos 1950.

Os dois maiores tubarões estudados mediam 4,93 metros e 5,02 metros de comprimento. Tinham cerca de 335 anos e 392 anos respetivamente.

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