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Uso do burkini banido das praias de Cannes

© TIM WIMBORNE / Reuters (Arquivo)

As autoridades locais de Cannes, no sul de França, proibiram o uso burkini, fato-de-banho islâmico que tapa totalmente o corpo. A decisão de banir a utilização do burkini das praias de Cannes baseia-se no facto desta peça de roupa "ser um símbolo do extremismo islâmico", explicou o presidente da Câmara, David Lisnard.

O autarca esclareceu também que França tem sido alvo de vários atentados de grupos islâmicos e que, por isso, é necessário tomar medidas para travar comportamentos extremistas, que possam de alguma forma estar associados ao terrorismo.

França está em alerta máximo depois do ataque em Nice, também no sul do país, a 14 de julho, que provocou a morte de 84 pessoas.

De acordo com a medida aprovada em Cannes, quem transgredir a lei que proíbe o uso do burkini terá de pagar uma multa de 38€. Antes disso, as autoridades dão a quem violar a regra a possibilidade de sair da praia ou trocar de fato-de-banho.

A medida foi aprovada em Cannes no final de julho e até agora ninguém foi detido na sequência da nova legislação.

Esta já não é a primeira vez que o uso de uma peça de roupa feminina usada pelas mulheres muçulmanas é proibida em França. Em 2011, a burka, que cobre totalmente o rosto e o corpo, e o niqab, que tapa parcialmente a face, passaram a ser interditas no país, o primeiro da Europa a avançar com estas proibições.

Um parque aquático privado próximo de Marselha, no sul do país, proibiu esta semana o "dia do burkini", uma iniciativa de uma associação de mulheres muçulmanas. A forte polémica e medo de "perturbações da ordem pública" justificaram a decisão.

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