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Candidata argentina diz que há relutância em eleger uma mulher para chefiar ONU

A eventual eleição de uma mulher para liderar a ONU ainda enfrenta alguma relutância no seio da organização, afirmou este domingo a ministra dos Negócios Estrangeiros argentina, Susana Malcorra, candidata à sucessão de Ban Ki-moon.

© Mike Segar / Reuters

"Ainda há um voto com preconceitos em relação às mulheres", declarou Malcorra ao jornal argentino Clarin e citada pela AFP.

"Quando há capacidades iguais, há sempre uma pequena desvantagem das mulheres e quando vemos que só há uma mulher atualmente no Conselho de Segurança (Samantha Power, a embaixadora dos Estados Unidos), é difícil manter um certo equilíbrio e uma certa paridade", apontou Malcorra, 61 anos, antiga chefe de gabinete do secretário-geral da ONU.

Para suceder a Ban Ki-moon, "há um longo caminho, não é uma eleição por democracia direta", referiu a candidata.

O antigo primeiro-ministro português António Guterres, também candidato ao cargo de secretário-geral da ONU depois de ter liderado durante 10 anos o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, ficou em primeiro lugar nas duas votações feitas até agora no Conselho de Segurança, a última das quais no início deste mês. Susana Malcorra ficou em terceiro lugar.

"A título pessoal, estou bastante satisfeita. Continuo bem posicionada, terceira candidata e primeira mulher", disse.

Há outras mulheres na corrida, como a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark e a diretora-geral da UNESCO, a búlgara Irina Bokova.

Os membros do Conselho de Segurança, que fazem a escolha por voto secreto, submetem depois um nome à Assembleia Geral da ONU, que deve pronunciar-se em setembro.

Lusa

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