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Ban Ki-moon afirma que "está na hora" de uma mulher ser secretária-geral da ONU

© Sergei Karpukhin / Reuters

O atual secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou que chegou a altura de a organização internacional ter liderança feminina, quando o cargo de secretário-geral é disputado por 11 candidatos, incluindo cinco mulheres.

"Temos muitas líderes mulheres distintas e eminentes em governos nacionais ou em outras organizações ou mesmo em comunidades empresariais, comunidades políticas e culturais, e em todos os aspetos da nossa vida", afirmou o secretário-geral da ONU durante uma deslocação ao estado norte-americano da Califórnia, citado esta terça-feira pela imprensa internacional.

"Não existe nenhuma razão para que isso não aconteça nas Nações Unidas", acrescentou o representante que está na reta final do seu segundo mandato de cinco anos.

Para o atual secretário-geral, segundo o jornal britânico The Guardian, "está na hora" de uma mulher liderar as Nações Unidas pela primeira vez desde que aquela organização internacional foi fundada há mais de 70 anos e após oito homens terem assumido tal responsabilidade.

Atualmente, o cargo de secretário-geral das Nações Unidas está a ser disputado por 11 candidatos: seis homens e cinco mulheres.

Entre os candidatos está o ex-primeiro-ministro português e antigo Alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados António Guterres.

De acordo com as mesmas declarações, Ban Ki-moon frisou que a decisão de escolher o próximo líder da ONU não será sua, recordando que compete aos 15 Estados-membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas recomendarem um candidato e a respetiva aprovação aos 193 membros da Assembleia-geral.

Nas duas votações informais realizadas até à data junto dos 15 estados-membros do Conselho de Segurança da ONU António Guterres foi o candidato mais apoiado.

Sem dar nomes, Ban Ki-moon disse que existem "muitas distintas e motivadas líderes mulheres que podem realmente mudar o mundo", que podem assumir uma posição proativa junto a outros líderes mundiais.

"Esta é a minha humilde sugestão, mas isso compete aos Estados-membros", concluiu.

A ministra dos Negócios Estrangeiros argentina, Susana Malcorra; a ex-primeira-ministra da Nova Zelândia Helen Clark, a diretora-geral da UNESCO, a búlgara Irina Bokova; a costa-riquenha Christiana Figueres (que tem o mais alto cargo relacionado com o clima na ONU) e a vice-primeira-ministra da Moldávia e ministra dos Negócios Estrangeiros e da Integração Europeia, Natalia Gherman são as mulheres que desejam assumir a liderança da ONU.

A ex-ministra croata Vesna Pusic também foi candidata, mas desistiu da corrida.

A próxima votação informal dos membros do Conselho Segurança da ONU, a terceira, está agendada para 29 de agosto.

Lusa

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