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Coligação árabe abre inquérito após ataque aéreo a hospital no Iémen

A coligação árabe sob comando saudita que intervém no Iémen abriu esta terça-feira um "inquérito independente" após a forte indignação causada por um ataque aéreo a um hospital que fez 14 mortos, segundo os Médicos Sem Fronteiras (MSF).

De acordo com a organização não-governamental, cerca de 20 pessoas ficaram também feridas no ataque realizado na segunda-feira ao hospital de Abs, na província de Hajja, no norte do Iémen.

A MSF, que tem estado a trabalhar no hospital, anunciou igualmente que um membro da sua equipa foi morto.

Os ataques ocorreram numa zona controlada pelos rebeldes xiitas Huthis que, aliados a soldados leais ao ex-presidente Ali Abdallah Saleh, disputam desde 2014 o poder com o atual Presidente, Abdrabuh Mansur Hadi, reconhecido pela comunidade internacional.

Em março de 2015, Riad assumiu a liderança de uma coligação que combate os Huthis, ocupantes da capital, Sanaa e de outras regiões do país.

Os ataques aéreos intensificaram-se a 09 de agosto último, após o fracasso das negociações de paz que decorriam há três meses no Koweit, sob a égide da ONU.

É a quarta vez, em menos de um ano, que um local onde se encontra a MSF é alvo de ataque no Iémen, lamentou a organização.

"Mais uma vez, um hospital totalmente operacional, cheio de doentes e de pessoal da MSF foi bombardeado durante uma guerra que não mostra qualquer respeito pelas estruturas médicas e pelos doentes", declarou Teresa Sancristoval, responsável da ONG para as operações de urgência no Iémen.

A MSF, que forneceu hoje um novo balanço do ataque -- 14 mortos -- sublinhou ter "várias vezes partilhado a localização GPS do hospital com os beligerantes, incluindo a coligação" liderada por Riad.

Os Estados Unidos, aliados de Riad, expressaram preocupação após este ataque ocorrido 48 horas depois do bombardeamento de uma escola na província de Saada, outra região do norte do país nas mãos dos rebeldes, que matou duas crianças, ainda segundo a MSF.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) atualizou hoje o balanço das vítimas do conflito no Iémen entre 19 de março de 2015 e 15 de julho de 2016, cujo número se eleva a 6.571 mortos e 32.856 feridos, muitos deles civis.

Cerca de 80% da população precisa de ajuda humanitária, de acordo com a ONU.

Lusa

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