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Nicolás Maduro declara-se em "guerra" pela presidência do Mercosul

O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, declarou-se esta quarta-feira em "guerra" contra a Argentina, Brasil e Paraguai pela presidência do Mercado Comum do Sul (Mercosul), organismo cuja liderança a Venezuela reivindica.

"Vamos lutar para salvar o Mercosul da tripla aliança da ultradireita que pretende destruí-lo a partir do interior", disse Maduro num discurso transmitido pelo canal estatal Venezuelana de Televisão (VTV).

Nicolás Maduro denunciou que, segundo o ministro de Relações Exteriores uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, o Governo interino do Brasil tentou comprar o Uruguai para forçar uma "saída ilegal" da Venezuela do Mercosul, impedindo Caracas de exercer a presidência rotativa daquele organismo.

Na sua intervenção, o chefe de Estado venezuelano agradeceu ao seu homólogo uruguaio, Tabaré Vásquez, "a forma moral que tem demonstrado" perante as alegadas pressões do Presidente interino brasileiro Michel Temer.

Nicolás Maduro instou o Paraguai, Argentina e Brasil a debaterem a situação do seu país, insistindo que desde a adesão (04 de julho de 2006) a Venezuela cumpriu com mais requisitos do Protocolo de Adesão ao Mercosul que alguns dos países fundadores.

No passado dia 06 de agosto, a Venezuela içou a bandeira do Mercosul e emitiu um comunicado a sublinhar que assumira a presidência rotativa da organização, acusando ao mesmo tempo Argentina, Paraguai e Brasil de "boicote" contra Caracas.

Antes, a 29 de julho, a Venezuela anunciou que assumia a presidência rotativa do Mercosul, depois de o Uruguai, em comunicado, dar por concluída a sua gestão de seis meses, sem anunciar a qual país membro da organização passava a pasta.

O Brasil informou os outros três Estados-membros do Mercosul (Uruguai, Paraguai e Argentina) que entendia que a presidência rotativa estava "vaga", por não haver consenso relativamente à Venezuela.

O Paraguai anunciou ser contra a possibilidade da Venezuela dirigir o Mercosul, e a Argentina afirmou que não reconhece a presidência venezuelana da organização.

Lusa

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