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Grécia recebeu pedido oficial para a extradição de oito militares da Turquia

© Alkis Konstantinidis / Reuter

Atenas recebeu o pedido para a extradição de oito militares turcos que fugiram do país poucas horas depois do fracassado golpe de Estado, a 15 de julho, e que solicitaram asilo na Grécia, revelou esta quinta-feira fonte diplomática grega.

"O pedido de extradição foi recebido quarta-feira e comunicado ao Ministério da Justiça", indicou uma fonte diplomática helénica à AFP.

Esse pedido deve ser encaminhado na sexta-feira para o Ministério Público para análise, afirmou a advogada do grupo, Stavroula Tomara, à agência noticiosa francesa.

A Turquia suspeita que os oito militares participaram no golpe de Estado fracassado, algo que os mesmos negam.

Na sexta-feira, o serviço de asilo vai realizar as audiências previstas com os oito homens - dois comandantes, quatro capitães e dois sargentos - para avaliar os seus pedidos.

O capitão Feridun Coban vai ser o primeiro a ser ouvido no âmbito desse procedimento inicial, pelo qual vão passar os oito até ao próximo dia 30, detalhou Tomara.

Uma decisão sobre o pedido de asilo não deve ser tomada em menos de 15 dias, precisou ainda a advogada.

Os oito militares pediram asilo à Grécia após a aterragem do seu helicóptero Black Hawk na cidade de Alexandroupoli (nordeste da Grécia, perto da fronteira).

Segundo a advogada, que substituiu um primeiro defensor, os oito invocaram os riscos que correm no caso de serem repatriados para a Turquia, onde o governo tem levado a cabo uma purga em massa no exército, na função pública e no setor privado, após o fracassado golpe de Estado.

Tomara advertiu nomeadamente para a eventual restauração da pena de morte no país, evocada pelos dirigentes turcos.

Os militares turcos foram autorizados a aterrar pelas autoridades gregas após o envio de um sinal de alarme.

O tribunal de Alexandroupoli condenou-os a dois anos de prisão com pena suspensa por entrada ilegal no território grego, considerando o facto de os militares, que negam ter participado na abortada tentativa de golpe, referirem que se sentiram ameaçados.

Este caso ameaça agravar as já delicadas relações entre Atenas e Ancara, dois aliados na NATO, e após as autoridades turcas terem designado os oito homens de "terroristas".

Lusa

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