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Rússia pronta para trégua de 48 horas em Alepo para entrega de ajuda

A Rússia anunciou esta quinta-feira estar pronta para "a partir da próxima semana" fazer uma pausa humanitária semanal de 48 horas em Alepo, cidade do noroeste da Síria disputada ferozmente pelas forças de Damasco e pelos rebeldes.

"Estamos prontos para instaurar esta pausa humanitária de 48 horas a partir da próxima semana para permitir a distribuição de ajuda aos habitantes de Alepo", anunciou num comunicado o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov.

Adiantou tratar-se de um "projeto-piloto" para "confirmar a entrega em segurança de provisões à população civil da cidade".

Segundo a ONU, há um mês que não entra qualquer ajuda humanitária na cidade, a segunda maior da Síria e centro dos combates entre as forças do regime e os grupos rebeldes e 'jihadistas'.

Konashenkov indicou que "a data e hora exatas serão determinadas após serem recebidas as informações da ONU relativas à preparação das caravanas e a garantia dos parceiros norte-americanos de que serão encaminhadas com segurança".

A distribuição deve ser feita nos bairros do leste de Alepo, sob controlo dos rebeldes, e na parte oeste, controlada pelas forças governamentais, utilizando diferentes rotas, adiantou.

Konashenkov declarou que a Rússia está pronta a agir concertada com o governo sírio para assegurar a segurança das caravanas na passagem pelos territórios sob o seu controlo, esperando "garantias semelhantes da parte dos Estados Unidos para a passagem através dos territórios sob controlo da dita 'oposição moderada'".

O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, insistiu hoje na urgência de uma trégua de 48 horas para deixar entrar "ajuda vital" em Alepo.

"Pedimos uma pausa (nos combates) de pelo menos 48 horas, insistimos nisto para fazer algo que seja minimamente significativo para Alepo. Estamos preparados para agir", disse.

Em protesto, Staffan de Mistura suspendeu uma reunião de um grupo de trabalho sobre o acesso humanitário na Síria que juntou hoje em Genebra representantes de 20 países.

Lusa

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