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Juncker diz que Ancara não está preparada para integrar UE

O presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, afirmou numa entrevista que a Turquia não está, neste momento, preparada para integrar a União Europeia (UE), frisando que aquele país euro-asiático não cumpre as condições de acesso.

Numa entrevista hoje publicada no diário austríaco Tiroler Tageszeitung, Juncker referiu que a entrada da Turquia na UE "não vai acontecer tão cedo".

Em declarações ao jornal alemão Die Welt, o embaixador turco junto da UE, Selim Yenel, avançou hoje que Ancara tem a intenção de aderir ao bloco comunitário o mais tardar dentro de um período de seis anos, de forma a coincidir com o centenário da República turca, fundada em 1923.

Ao jornal austríaco, Jean Claude Juncker recordou que o Conselho Europeu decidiu em 1999 atribuir à Turquia o estatuto de país candidato à adesão, decisão que "agora não pode ser alterada unilateralmente".

"E isso suscita um desconforto, que também é sentido por mim, sobre como a Turquia se afastou do seu comportamento exemplar após o golpe de Estado [falhado]" de julho passado, disse o líder do executivo comunitário.

Na sequência da tentativa de golpe militar, a 15 de julho, o executivo turco declarou o estado de emergência e desencadeou uma purga em diversos organismos estatais e setores da sociedade turca.

"Se a Turquia voltar a introduzir a pena de morte, isso deve ser sancionado com a suspensão imediata das negociações. Mas as negociações com a Turquia vão demorar muitos anos. Não é uma questão que tenha caráter imediato, como tal não deve ser tratada com urgência", prosseguiu.

Jean Claude Juncker realçou, no entanto, que uma suspensão das negociações com Ancara poderá representar um "erro diplomático".

"Mantenho a minha opinião de que uma suspensão das negociações com a Turquia seria um grave erro diplomático. Não estamos só a negociar com o senhor Erdogan [Presidente turco] e com o seu governo, mas estamos à procura de uma solução global que seja útil para o povo turco", disse o presidente da Comissão Europeia.

Sobre o acordo UE-Ancara para o acolhimento de refugiados, fechado a 18 de março e negociado para travar a vaga migratória através do mar Egeu, Juncker manifestou-se otimista sobre o cumprimento dos termos do acordo.

"Vai ser preciso um esforço dos dois lados, mas não será a UE a suspender os acordos com a Turquia em matéria de refugiados e acho que a Turquia não o irá fazer", referiu.

O acordo prevê que todos os migrantes que tenham entrado ilegalmente na Grécia desde 20 de março sejam devolvidos para o território turco.

Em troca da cooperação da Turquia, os líderes da UE concordaram em acelerar a liberalização dos vistos para os visitantes turcos, relançar as negociações de adesão e duplicar, para um total de seis mil milhões de euros, a ajuda que será concedida à Turquia até 2018, para melhorar as condições de vida dos milhões de sírios já refugiados naquele país.

Do lado turco, Ancara devia reformar a sua lei antiterrorista, de forma a adaptar-se aos padrões europeus, mas as autoridades turcas recusam-se a avançar com tal medida.

"Se o senhor Erdogan falhar [o acordo] porque não cumpre as condições, deve explicar aos turcos que devido às suas falhas e ao não cumprimento das condições não podem viajar livremente pela Europa", concluiu Juncker.

Lusa

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