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Ministro turco diz que 6.500 espiões tinham ligações a Gülen até 2014

Das 7.000 pessoas que trabalhavam antes de 2014 no setor de espionagem da Turquia, 6.500 tinham ligações a Fethullah Gülen, acusado de ser o "cérebro" da tentativa de golpe de Estado, afirmou esta sexta-feira o ministro do Interior.

Segundo Efkan Ala, até dezembro de 2013 os serviços secretos dependentes do seu ministério estavam infiltrados pela "Organização Terrorista Fethullah Gülen (FETÖ)", designação que o governo utiliza para se referir à estrutura daquele clérigo.

"De 7.000 funcionários, 6.500 eram membros da FETÖ, mas limpámos tudo", afirmou o ministro em entrevista à cadeia televisiva NTV.

Efkan Ala indicou que o serviço de espionagem da 'gendarmaria' -- um corpo de estrutura militar mas sob a dependência do Interior -- "reconstruir-se-á na totalidade", enquanto o serviço secreto principal, conhecido pela sigla MIT, também "sofre, por esta altura, deficiências tanto estruturais como funcionais".

No futuro, o 'grosso' do MIT dedicar-se-á à espionagem externa, mas ainda se debate que papel irá desempenhar internamente, acrescentou o ministro.

Efkan Ala ilustrou ainda a penetração da irmandade criada por Güllen na Administração com o exemplo de chefes de polícia que foram mudados em 74 das 81 províncias da Turquia devido a vínculos ao clérigo, inimigo "número um" do Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, exilado nos Estados Unidos.

As autoridades turcas lançaram uma purga massiva, na sequência da tentativa de golpe de estado de 15 de julho, para afastar e deter apoiantes do movimento de Gülen em cargos na função pública, forças armadas, magistratura, no sistema de ensino e empresas.

A operação tem suscitado fortes protestos no estrangeiro.

Desde o fracassado golpe, aproximadamente 40 mil pessoas foram detidas, das quais 20 mil ficaram em prisão preventiva; enquanto 80 mil funcionários ou professores foram suspensos das suas funções ou expulsos do trabalho.

Hoje mesmo, o Ministério Público de Istambul emitiu um mandado de detenção contra 145 pessoas por supostas ligações à Fethullah Gülen, incluindo 62 académicos ou funcionários de universidades.

A luta de poder entre a irmandade de Gülen e as autoridades estalou em dezembro de 2013.

Lusa

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