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Autoridades israelitas prolongam prisão de jornalista por três meses

As autoridades israelitas prolongaram por três meses a prisão sem julgamento ou acusação de um jornalista palestiniano que alegam pertencer a uma "organização terrorista", divulgou esta sábado uma organização não-governamental palestiniana.

Omar Nazzal, membro do Sindicato dos Jornalistas Palestinianos, foi preso a 23 de abril na fronteira entre a Cisjordânia, território palestiniano ocupado por Israel, e a Jordânia, onde deveria ter apanhado um avião para ir ao Congresso da Federação Europeia de Jornalistas na Bósnia.

Os palestinianos acreditam que este é mais um ataque à liberdade de imprensa por parte de Israel e várias organizações internacionais apelaram à libertação de Nazzal, de 54 anos, que está em greve de fome desde 04 de agosto.

Um tribunal militar de Israel decidiu em maio colocar Nazzal em detenção administrativa até 22 de agosto, "devido à sua participação numa organização terrorista" e "não por causa de suas ações como jornalista", precisou o Exército israelita.

O jornalista deveria ser libertado ou acusado na segunda-feira, mas os seus advogados foram informados de que a prisão administrativa seria prorrogada por três meses, informou o Grupo de Prisioneiros Palestinianos.

Israel acusa Nazzal de estar implicado "nas atividades do grupo terrorista Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP)", a esquerda histórica palestiniana.

A detenção administrativa é um regime extrajudicial herdado das leis de emergência do mandato britânico sobre a Palestina, que permite à Israel prender os suspeitos por períodos renováveis indefinidamente, sem serem acusado ou sem se fornecer um advogado.

Segundo o Sindicato dos Jornalistas Palestinianos, além de Nazzal, 19 outros jornalistas ou estudantes de jornalismo estão detidos em Israel.

Lusa

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