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Iraque lança panfletos a avisar de ataque iminente a Al Qayara

Aviões de guerra iraquianos lançaram este domingo milhares de panfletos aos habitantes de Al Qayara, norte do Iraque, a pedir-lhes que abandonem imediatamente a cidade e se afastem das posições do Daesh.

Na cidade, segundo adiantou no sábado o autarca local, Saleh al Yaburi, cerca de 70 mil civis estavam retidos pelo Daesh com a intenção de os usar como "escudos humanos" contra a iminente ofensiva das forças iraquianas para libertar a localidade.

A chefia de operações para a libertação da província de Ninive, que integra Al Qayara, informou em comunicado que dezenas de milhares de panfletos foram lançados para avisar a população dos lugares do Daesh que serão alvo dos ataques da aviação iraquiana.

Os panfletos convidam ainda a população a colaborar com as "forças de libertação" e a cumprir as instruções sobre corredores seguros, assim como a transportar documentos de identidade para mostrarem quando o exército iraquiano chegar à zona.

Também se anuncia aos habitantes de Al Qayara que o "seu sofrimento terminará depois de prolongada paciência" que tiveram com a tomada da cidade pelo Daesh.

"As forças iraquianas têm o Daesh cercado e estão agora à espera de ordens para avançar para a zona de Al Qayara", lê-se nos panfletos.

Com indicação, é dito à população para abandonar a cidade em direção rumo à aldeia de Al Tina e à base aérea de Al Qayara.

A ideia é a de que os habitantes encontrem segurança, tranquilidade, refúgio e ajuda em determinadas zonas, explicou o Ministério da Defesa iraquiano.

O exército iraquiano, apoiado por 700 membros das milícias, mantém bloqueado o acesso à cidade e prepara-se para o assalto militar a este importante reduto do Daesh, situado a 55 quilómetros a sul de Mossul, na província de Ninive.

As forças governamentais já lograram libertar várias localidades da periferia de Al Qayara nos últimos dias.

Mossul está em poder do Daesh desde junho de 2014, quando a organização jihadista proclamou um califado nos territórios conquistados no Iraque e na Síria.

Lusa

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