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Governo turco retira tanques das principais cidades um mês depois do golpe falhado

Pouco mais de um mês depois da tentativa de golpe de Estado, tanques e outros veículos blindados começaram esta segunda-feira a ser retirados das bases militares localizadas nas principais cidades turcas, no seguimento de uma decisão do governo de Ancara.

Os quartéis e as bases militares localizadas nos arredores da capital da Turquia, Ancara, e da cidade de Istambul foram um dos principais focos do golpe falhado do passado dia 15 de julho.

Foram destas unidades militares que saíram os veículos blindados e os soldados que tentaram assumir o controlo de vários pontos centrais das duas principais cidades da Turquia.

As autoridades turcas decidiram que era um grande risco manter bases militares nestes dois centros urbanos e ordenaram o deslocamento dos meios militares para outras unidades.

O exército turco terá de concluir este deslocamento de meios até 11 de setembro.

A primeira coluna, composta por seis veículos blindados, saiu hoje de Istambul em direção à província vizinha de Tekirdag (noroeste), segundo constaram no local jornalistas da agência noticiosa francesa AFP.

Outra coluna com oito veículos blindados deixou a capital turca, Ancara, em direção a Cankiri, a cerca de 150 quilómetros para norte, relatou a agência turca pró governamental Anatolie.

A base militar de Akinci, nos arredores de Ancara, de onde descolaram os aviões miliares e os helicópteros que pretendiam atacar vários locais da capital, nomeadamente o Parlamento e a zona do palácio presidencial, será igualmente encerrada, segundo anunciou o primeiro-ministro turco Binali Yildirim.

Cerca de 273 pessoas morreram e mais de 2.000 ficaram feridas durante a tentativa de golpe de Estado.

Na sequência destes acontecimentos, o executivo turco declarou o estado de emergência e desencadeou uma purga em diversos organismos estatais e setores da sociedade turca para localizar os alegados seguidores de Fethullah Gülen, o clérigo e opositor exilado nos Estados Unidos que Ancara acusa de ter patrocinado o golpe.

Lusa

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