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Turquia pede às potências mundiais para virarem "nova página" no conflito sírio

O primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, pediu esta segunda-feira às potências mundiais, incluindo Irão, Rússia e Estados Unidos, a unirem esforços e a virarem rapidamente "uma nova página" no conflito que afeta a Síria desde março de 2011.

"É vital que, sem perder mais tempo, uma nova página seja aberta na Síria, com base num modelo que envolva particularmente a Turquia, Irão (...) Rússia, Estados Unidos, alguns Estados do Golfo e a Arábia Saudita", disse Binali Yildirim, em declarações aos jornalistas após uma reunião do conselho de ministros em Ancara.

O representante frisou que a posição da Turquia tem sido "muito clara" e que é essencial salvaguardar a integridade territorial da Síria, um país vizinho.

"A integridade territorial da Síria deve ser protegida e um governo inclusivo (...) onde todos os grupos estão representados deve ser formado, de modo a que qualquer animosidade seja anulada", acrescentou.

Estas declarações de Binali Yildirim são o sinal mais recente de que Ancara está preparada para trabalhar de uma forma mais ativa com as potências mundiais envolvidas no conflito sírio, independentemente dos diferentes pontos de vista.

A Rússia e o Irão são os principais apoiantes do Presidente sírio, Bashar al-Assad, cuja saída do poder tem sido encarada pelas autoridades turcas como fundamental para o fim do conflito civil sírio.

Mas, no fim de semana passado, o primeiro-ministro turco afirmou, pela primeira vez, que Bashar al-Assad é "um dos atores" na Síria e que poderia permanecer temporariamente durante um período de transição.

"É essencial que todas as partes se reúnem para acabar com o derramamento de sangue na Síria e formar um modelo de governação, onde todos os sírios estão representados", disse hoje o representante turco.

As declarações de Binali Yildirim também surgem depois de ativistas terem afirmado que centenas de rebeldes sírios apoiados por Ancara estão a preparar uma ofensiva contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI) na Síria.

Esta ofensiva poderá coincidir com movimentações similares da milícia curda no território sírio.

Sobre as movimentações da milícia curda, Binali Yildirim frisou que para o governo de Ancara é "absolutamente inaceitável" a criação de uma entidade curda na região norte da Síria, onde a ofensiva das forças curdas tem conseguido ganhar terreno ao grupo radical sunita.

O governo de Ancara acusa o Partido da União Democrática (PYD, a principal milícia curda na Síria) de organizar ataques em território turco em colaboração com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), movimento dos rebeldes separatistas curdos que Ancara qualifica como uma organização terrorista.

"Na verdade, é algo que os próprios sírios irão considerar inaceitável", concluiu Binali Yildirim.

Lusa

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